Fórmula 1

Performance da Red Bull em Mônaco pode significar virada no campeonato?

 REUTERS/Eric Gaillard
Imagem: REUTERS/Eric Gaillard

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

01/06/2016 06h00

A Red Bull ‘roubou’ a primeira pole da Mercedes desde setembro do ano passado e só não venceu em Mônaco por um erro nos boxes. Isto, logo no primeiro GP em que contou com uma atualização no motor Renault, que prometia dar até meio segundo por volta. Seria este o indicativo de que os dias de domínio de Lewis Hamilton e Nico Rosberg estariam contados?

Para Felipe Massa, muito do bom desempenho especialmente de Daniel Ricciardo em Mônaco tem mais a ver com a adaptação do carro com o circuito do que com a atualização do motor.

“A Mercedes continua tendo uma condição incrível. Perderam a pole position por um décimo, mas não acho que a resposta para isso seja que os outros carros estão chegando e, sim, que se trata de uma pista diferente na qual o motor conta muito pouco e a aerodinâmica conta muito. E sabemos o bom carro que a Red Bull tem”, disse ao UOL Esporte.

O chefe de performance da Williams, Rob Smedley, tem outro ponto de vista. Para o engenheiro, o novo motor agrega rendimento a um carro que já nasceu bom e, apesar de Mônaco ser um circuito teoricamente favorável à Red Bull, isto não explica tudo.

“Não acho que seja puramente algo relacionado ao circuito”, disse o inglês ao UOL Esporte. “Eles ganharam muito com a atualização do motor, o que será um bom padrão para eles em outros lugares. Eles têm definitivamente um carro cuja filosofia é baseada em um nível de pressão aerodinâmica alto e com mais arrasto, o que é bom para este circuito. Mas eles provaram que o carro era bom em Barcelona, que é um circuito em que é preciso muita eficiência aerodinâmica. Por isso acho que a melhora do motor vai ajudá-los também em pistas de média velocidade, então eles também serão fortes ao longo da temporada.

Não por acaso, a Red Bull não esconde a grande expectativa para a próxima prova, no Canadá, dia 12 de junho. Afinal, historicamente não se trata de uma pista boa para seus carros, justamente pela menor potência do motor Renault e pelo maior arrasto do carro.

“O verdadeiro teste para nós sabermos onde estamos será em Montreal. Trata-se de um circuito completamente diferente deste. Nossa performance lá nos dirá o que esperar do restante da temporada”, reconheceu Christian Horner em Mônaco.

A expectativa é a mesma de Daniel Ricciardo, que liderou as duas últimas provas e foi o único piloto da equipe a ter a versão atualizada do motor em Mônaco.

“Acho que o Canadá será interessante. Obviamente, ainda é um circuito de rua, mas são várias retas, então é uma pista em que a potência do motor conta mais. Acho que será um sinal: se chegarmos ao pódio no Canadá, então devemos lutar em todas as provas, não apenas em circuitos como o de Mônaco, mas em todas as pistas.” 

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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