Fórmula 1

Aliviado com vitória, Hamilton vê Mercedes sentindo a pressão dos rivais

AFP PHOTO / VALERY HACHE
Imagem: AFP PHOTO / VALERY HACHE

Do UOL, em Barcelona (ESP)

03/06/2016 06h47

Os problemas enfrentados pela Mercedes neste início de temporada acenderam o alerta de Lewis Hamilton para o possível efeito da maior proximidade dos rivais neste ano. O time, que dominou os últimos dois campeonatos, tem sofrido mais quebras do que o normal - especialmente no carro do inglês, que vê sua equipe sentindo a pressão.

Aliviado após a vitória do GP de Mônaco, sua primeira no ano, Hamilton diz que quer deixar os problemas para trás.

“Estou determinado a seguir adiante. Mas ainda há problemas, ainda há erros sendo cometidos, então realmente precisamos melhorar enquanto equipe porque estamos sofrendo mais pressão do que nunca dos rivais”, observa o segundo colocado no campeonato.

“Estamos começando a ver pequenos sinais de que estamos sentindo a pressão, então o que é importante é que melhoremos, porque somos a melhor equipe, só precisamos nos refinar em algumas áreas.”

O triunfo de Mônaco, sexta etapa do campeonato, também é importante para os mecânicos de Hamilton, que trabalharam no carro de Nico Rosberg ano passado e estavam sob pressão devido aos problemas do início do ano.

“Ainda temos um longo campeonato pela frente, as últimas cinco corridas serviram para mostrar que tudo é possível - e na maioria das vezes isso foi negativo para mim. Mas uma vitória deve ser um incentivo para meu lado dos boxes. É um grande alívio para meus mecânicos e estou contente por eles terem continuado comigo e superado isso”, disse o tricampeão.

“Existe muita pressão em trabalhar do lado do box do campeão do mundo. Tomara que [a vitória] dê a eles a confiança de que sou tão forte quanto sempre fui, e ainda posso melhorar.”

Com a conquista em Monte Carlo e o sétimo lugar de Rosberg, Hamilton diminuiu a vantagem do companheiro no campeonato de 43 para 24 pontos.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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