Fórmula 1

Brasil se aproxima de maior "fila" da história sem perspectiva de vencer

Jens Buettner/EFE
Última vitória do Brasil na F-1 foi no GP da Itália de 2009, com Barrichello na época da Brawn Imagem: Jens Buettner/EFE

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

06/06/2016 06h00

O GP do Canadá marcará a quebra de um recorde negativo para o Brasil na Fórmula 1, com a maior seca de vitórias do país na categoria desde a primeira conquista, com Emerson Fittipaldi, em 1970. Afinal, já se passaram 2.464 dias, o equivalente a mais de seis anos e oito meses desde que Rubens Barrichello conquistou o GP da Itália de 2009. E a má notícia é que a tendência é de que essa sequência continue por algum tempo.

O maior jejum anterior foi de 2.457 dias entre a última vitória de Ayrton Senna, no GP da Austrália 1993, e a primeira de Rubens Barrichello, já na Ferrari, na Alemanha em 2000.

Contudo, existe uma diferença marcante entre a época em que Barrichello interrompeu o sequência sem vitórias e agora: em condições normais, é difícil imaginar que os pilotos brasileiros conseguirão acabar com esse hiato tão cedo, enquanto a presença de Rubinho no melhor time naquele campeonato fazia com que a primeira vitória fosse tratada como uma questão de tempo.

Felipe Massa chegou perto de vencer algumas vezes nestes seis anos, sendo a mais famosa delas o GP da Alemanha de 2010, quando recebeu uma ordem de equipe para inverter a posição com Fernando Alonso. Mas mesmo no GP da Grã-Bretanha do ano passado o brasileiro liderou boa parte da prova.

De lá para cá, contudo, a Williams - que não vence desde o GP da Espanha de 2012, com Pastor Maldonado, na única conquista do time em mais de 10 anos - caiu de produção em relação aos rivais e, pelo que se viu até aqui na temporada, se as favoritas Mercedes falharem, são Red Bull e Ferrari que deverão se aproveitar.

Outras ‘filas’ famosas
Ainda assim o país é o terceiro na lista dos maiores vencedores, com 101 triunfos, atrás de Grã-Bretanha (248) e Alemanha (163), e não é o único dos países que hoje fazem parte do top 10 entre os maiores ganhadores que ficou muito tempo na fila. A Alemanha, por exemplo viu Jochen Mass vencer em 1975 e Michael Schumacher devolver o país ao lugar mais alto do pódio em 1992. A própria Grã-Bretanha viu o irlandês Eddie Irvine ganhar em 1999 e só teve um piloto no lugar mais alto do pódio novamente em 2006, com Jenson Button.

Entre os demais países que estão no top 8 entre os maiores vencedores da história, há outros casos de grandes hiatos: os mais famosos são Itália, que não vence desde que Giancarlo Fisichella levou o GP da Malásia de 2006 e França, desde o maluco GP de Mônaco de 1996, com Olivier Panis. Já a Áustria, que teve seus tempos áureos com Niki Lauda, venceu pela última vez com Gerhard Berger, em 1997.
 

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