Fórmula 1

De DJ a pastor: As 7 profissões mais inusitadas dos ex-pilotos de F-1

Reprodução/TV Record
Ex-F-1 e F-Indy, Raul Boesel hoje faz sucesso como DJ Imagem: Reprodução/TV Record

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

07/06/2016 06h00

Alguns continuam correndo em outras categorias. Outros viram comentaristas, cartolas, ou até passam a empresariar jovens. Mas alguns ex-pilotos da Fórmula 1 resolveram radicalizar e escolheram profissões que nada têm a ver com sua antiga atividade. De pastor a fazendeiro ‘zen’, veja por onde andam os pilotos que costumam passar longe dos circuitos hoje em dia.

Vender aviões
Muitos sabem que Niki Lauda se tornou dono de companhia aérea depois de parar de correr, certo? Mas poucos sabem de outro ex-piloto que ganhou muito mais dinheiro com este mercado do que na época em que corria. O belga Thierry Boutsen já comprava e vendia aeronaves ao longo de sua carreira, que terminou em 1993, mas o negócio ficou sério quatro anos depois, quando ele e sua esposa formaram a Boutsen Aviation. Baseada em Mônaco, a empresa já faturou mais de 1 bilhão de dólares com o negócio. Entre os compradores, claro, estão alguns pilotos, como Mika Hakkinen e Keke Rosberg.

Virar pastor
A relação do brasileiro Alex Dias Ribeiro com a religião era forte desde os tempos de piloto, quando estampava a frase “Jesus Salva” em seu capacete e macacão. Após o fim de uma curta carreira na F-1 - na qual se classificou em 10 das 20 tentativas que fez e nunca marcou nenhum ponto, em uma época na qual apenas os seis primeiros pontuavam - Alex chegou a ser o piloto do Carro Médico da Fórmula 1. Paralelamente a isso, passou a atuar fortemente no movimento dos Atletas de Cristo e se tornou pastor de igreja evangélica.

Virar DJ
A vida de esportista e a vida noturna não combinam à primeira vista, mas isso não foi um empecilho para o espanhol Jaime Alguersuari lançar seu primeiro álbum ainda na época em que competia na Fórmula 1, em 2011. Sua carreira na categoria foi curta, durando duas temporadas e meia entre 2009 e 2011. O espanhol ainda tentou continuar no automobilismo na Fórmula E, mas se aposentou aos 25 anos. Desde então, segue a carreira musical e se tornou apresentador de TV em um programa de esportes de aventura.

Outro ex-piloto que trocou os volantes pelas pick-ups foi Raul Boesel. Ex-F-1 e F-Indy, o paranaense passou por aulas de DJ em 2006 e 2007 e hoje tem relativo sucesso tocando vários gêneros ligados ao House.

Virar motorista de carro funerário
Talvez o destino mais curioso tenha sido o do alemão Heinz-Harald Frentzen. Apontado como o grande rival de Michael Schumacher nas categorias de base, o piloto chegou a vencer corridas por Williams e Jordan no final da década de 1990. Atualmente, contudo, voltou a um papel que já desempenhava antes de pilotar pela principal categoria do automobilismo: Frentzen faz parte da empresa familiar que organiza enterros, dirigindo o carro funerário. A empresa foi herdada pela irmã do ex-piloto após a morte do pai.

Vender produtos orgânicos

Divulgação/Trip
Pedro Paulo Diniz em sua fazenda Imagem: Divulgação/Trip
A chance de abrir um negócio no ramo alimentício sempre esteve presente para Pedro Paulo Diniz, membro da família que fundou a rede de supermercados Pão de Açúcar. Porém, não deixa de surpreender o fato do ex-playboy da F-1 ter trocado o glamour de Mônaco pela Fazenda da Toca, especializada em produtos orgânicos.

Outro que também parou no mesmo ramo foi o campeão de 1979, Jody Scheckter. Mas o caminho do ex-piloto da Ferrari foi diferente: ele primeiro tentou ser jogador de tênis profissional e depois passou a vender armas de fogo. Hoje, produz alimentos orgânicos premiados ao redor do mundo.

Virar político
Os próprios pilotos costumam dizer que a “a F-1 não é apenas um esporte”, citando seu envolvimento em questões comerciais e políticas. Depois de correr em uma época na qual o envolvimento político dos pilotos era grande, o argentino Carlos Reutemann usou sua popularidade em seu país natal para ganhar visibilidade. Considerado um dos pilotos mais talentosos que nunca foi campeão, o ex-rival de Nelson Piquet se tornou governador de Santa Fé em dois mandados na década de 1990. Em 2015, Reutemann se reelegeu como senador, aliando-se ao presidente Mauricio Macri e recebendo quase 30% dos votos.

Virar um ‘italiano da gema’:
Nada mais italiano do que fazer massa, certo? Virar fabricante de vinho, talvez? Dois ex-pilotos italianos da Fórmula 1 não negaram suas origens. Depois de encerrar uma carreira de pouco brilho na categoria, Paolo Barilla não teve com que se preocupar. Afinal, sua família é dona de uma das mais tradicionais marcas de massas do mundo e coube ao ex-piloto administrar os negócios, tornando-se vice-presidente do Grupo Barilla.
Já Jarno Trulli começou a produzir vinhos ainda nos tempos de piloto, mas passou a se dedicar mais diretamente à atividade quando se aposentou. Seus vinhedos ficam na região de Pescara, e recebem o nome de Jarno. Além dos tintos, brancos e rosés. O ex-piloto também produz a tradicional grappa e proseccos.
 

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