Fórmula 1

Treinos livres frustram Red Bull e animam Ferrari para o GP do Canadá

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

10/06/2016 18h32

As primeiras sessões de treinos livres mostraram a Ferrari mais competitiva que a Red Bull, frustrando a expectativa de Daniel Ricciardo e Max Verstappen de usar a melhoria dada pela atualização do motor Renault para superar o time italiano em um circuito ao qual, em teoria, o carro dos rivais se adaptaria melhor.

“Definitvamente parece que o ritmo deles é um pouco melhor, então precisamos trabalhar”, admitiu o Verstappen, que ficou em quarto lugar nos primeiros treinos livres. “Mas todos querem melhorar, então precisamos ver. Mesmo assim, diria que foi um dia positivo.”

Do lado ferrarista, enquanto Kimi Raikkonen não teve um bom dia e se disse perdido com o acerto do carro, Sebastian Vettel ficou animado com seu desempenho: o alemão se colocou entre as duas Mercedes, a menos de três décimos de Lewis Hamilton.

“Ainda há coisas que precisamos melhorar, mas no geral parece não haver nada de errado com o carro e as peças novas que trouxemos parece que nos deram o esperado.”

Mesmo assim, Vettel salientou que espera ver a Mercedes rápida. “Não é uma surpresa que eles sejam rápidos porque é uma pista em que eles foram muito competitivos nos últimos anos. No final das contas, precisamos fazer nosso melhor e ver o que acontece. Mas quanto mais perto pudermos estar nos treinos livres, melhor.”

Os pilotos ainda voltarão à pista para uma terceira sessão de treinos livres, a partir das 11h pelo horário de Brasília. A classificação será às 14h do sábado e a corrida, às 15h do domingo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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