Fórmula 1

Massa perde outra e explica: 'Carros estão diferentes'. Nasr se surpreende

Charles Coates/Getty Images/AFP
Imagem: Charles Coates/Getty Images/AFP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

11/06/2016 16h28

A classificação para o GP do Canadá comprovou o que vem sendo uma tendência ruim para os pilotos brasileiros: tanto Felipe Massa, quanto Felipe Nasr, têm tido muita dificuldade em superar seus respectivos companheiros de equipe nas definições de grid até aqui. Ambos só conseguiram ficar à frente em uma das sete etapas disputadas até aqui.

Em Montreal, Felipe Massa ficou a apenas 99 milésimos de Valtteri Bottas e vai largar ao lado do companheiro de Williams, em oitavo.

“Para falar a verdade, eu estou bem satisfeito com minha volta. Levando em consideração o carro que eu tenho desde o meu acidente, se eu tivesse as mesmas coisas que o meu companheiro eu teria ficado uns dois décimos na frente”, explicou Felipe Massa, que bateu na primeira sessão de treinos livres e danificou algumas peças as quais a Williams não pôde trocar. “Foi uma boa classificação e agora é nos concentrar para ter um bom resultado na corrida.”

Já Felipe Nasr vai largar à frente de Marcus Ericsson, uma vez que o sueco foi punido com a perda de três posições pela batida justamente com o brasileiro no GP de Mônaco. O piloto foi 1s028 mais lento em uma classificação que o surpreendeu negativamente.

“Nem eu entendi direito ainda. Eu tinha uma falta de aderência muito grande mesmo em comparação com os treinos livres. Foi muito esquisito. Acho que temos de analisar o que aconteceu porque realmente eu fiquei bastante longe do que seria nossa referência. E na segunda tentativa eu fui um dos últimos pilotos a sair e a pista já estava molhada.”

Para a corrida, o único fator que anima o piloto da Sauber para conquistar seus primeiros pontos na temporada é a chance de chuva.

“A chuva traz uma chance para a gente fazer alguma coisa, então vamos olhar pelo lado positivo. Na posição em que estamos, só uma coisa como essa para criar alguma possibilidade.”

O GP do Canadá terá largada às 15h do domingo pelo horário de Brasília.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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