Fórmula 1

Vettel comemora melhora da Ferrari. E já ter encostado no muro dos campeões

José Jordan/AFP Photo
Imagem: José Jordan/AFP Photo

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

11/06/2016 15h51

As duas semanas entre os GPs de Mônaco e do Canadá fizeram uma diferença considerável para Sebastian Vettel. Após a classificação da prova em Monte Carlo, em que foi quarto colocado, quase a 1s da pole, o alemão reclamou via rádio, dizendo para a Ferrari que “o carro está ficando cada vez pior”. Neste sábado, em Montreal, o tetracampeão lamentou não ter conseguido se aproximar mais do primeiro posto, mas se mostrou satisfeito com o terceiro lugar, a 178 milésimos do melhor tempo de Lewis Hamilton.

“Estou feliz com como o final de semana tem sido, porque estou me sentido confortável com o carro e está tudo correndo tranquilamente. A parte boa da classificação foi que eu já raspei no muro dos campeões, tirei isso da lista, então não preciso repetir na corrida.”

Perguntado sobre o real ganho das atualizações no motor da Ferrari, que aumentaram a potência do turbo e diminuíram a necessidade da unidade de potência recuperar energia calorífica durante as retas, Vettel tentou despistar: “É segredo”, brincou. “Não é uma grande surpresa: esperávamos que o turbo melhorasse a performance do carro e foi o que aconteceu. Decidimos trazer para cá porque são muitas retas, então a melhora é óbvia. E esperamos que nos ajude não apenas hoje, como também na corrida.”

O alemão revelou que chegou a pensar que seria possível lutar pela pole position, uma vez que fora o mais rápido na última sessão de treinos livres antes da definição do grid.

“Quando começou a classificação, achava que seria possível fazer a pole. Fiquei muito contente com a minha volta, ainda que sempre tenha coisas que podemos melhorar. Achei que forcei demais na curva 10 e não o bastante na 6. Minha meta era entrar na casa dos 1min13 porque sabia que, se conseguisse, estaria na briga. Mas consegui apenas por 10 milésimos, então ficou faltando um pouco.”

O GP do Canadá terá largada às 15h do domingo pelo horário de Brasília.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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