Fórmula 1

Vettel reconhece erro na estratégia, mas defende Ferrari após 2º lugar

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

12/06/2016 17h23

Sebastian Vettel se viu na liderança do GP do Canadá após ultrapassar as duas Mercedes na largada, mas acabou em segundo lugar após fazer uma parada a mais que o vencedor Lewis Hamilton. Ainda assim, o alemão fez questão de destacar a evolução da Ferrari após as novidades trazidas no motor e no carro para este final de semana.

“Nós nos comprometemos bem cedo em fazer duas paradas. Acho que foi a coisa mais certa a fazer em termos de chegar à bandeirada da maneira mais rápida, mas acabamos perdendo a posição de pista e não conseguimos nos recuperar”, explicou o piloto.

A expectativa da Ferrari era que os pilotos que optassem por parar apenas uma vez sofressem com o desgaste de pneus no final, dando a oportunidade de que Vettel e Kimi Raikkonen, que também parou duas vezes e terminou apenas em sexto, recuperassem as posições. Porém, isso não aconteceu.

“Não esperávamos que o ultramacio e também o macio durasse tanto no carro do Lewis. Talvez tenhamos perdido a corrida nisso. Mas não seria justo culpar ninguém porque foi um bom final de semana para a Ferrari”, salientou Vettel.

“Talvez tenha sido o primeiro final de semana limpo da Ferrari na temporada, então curti muito a corrida, mesmo não tendo o resultado que eu queria - especialmente depois do que aconteceu na largada.”

O chefe da Ferrari, Maurizio Arrivabene, admitiu que a estratégia do time não foi a melhor. “Agora ficou claro que não era o certo, mas no momento da primeira parada, com a degradação que estávamos observando, parecia que era correto.”

Mesmo sem vencer em Montreal, Vettel ganhou duas posições no campeonato como segundo lugar, superando o companheiro Kimi Raikkonen e Daniel Ricciardo e chegando a 78 pontos, a 38 do líder Nico Rosberg. 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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