Fórmula 1

Menino do Taca-le Pau já previa perda da fama e agora quer ser veterinário

Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

13/06/2016 06h00

“Lá vem o Marrrcos, descendo o morrro da Vó Salvelina. Taca Le pau nesse carrrinho, Marrrcos.  Taca-le pau, Marcos... Taca-le pau... Taca-le pau... Taca-le pau”. Quem não se lembra dessa narração que bombou na internet dois anos atrás? O menino Leandro Beninca, na época com nove anos, inventou o bordão ‘Taca-le Pau’ despretensiosamente e virou celebridade. Fez até propaganda para o GP Brasil de Fórmula 1. Hoje, longe dos holofotes, ele leva uma vida bem sossegada e sonha ser veterinário.

Leandro e a família já previam a perda da fama quando o vídeo estourou, e o sucesso bateu à porta. Hoje, não há mais o glamour de estar em evidência salvo quando algumas pessoas o reconhecem na rua e pedem uma selfie. Mas ele nem se importa. A situação é muito bem resolvida para a família.

“Quando a gente sai nas cidades maiores, o pessoal ainda reconhece: ‘Olha lá... lá vem o menino do Taca-le Pau. Mas diminuiu bastante, o pessoal vai esquecendo e vendo ele como uma criança normal”, conta a mãe Jiovana Beninca. “Desde o início, a gente sempre falou que deveria aproveitar tudo que está acontecendo. Mas que teria que ter cabeça firme porque isso não iria durar para sempre, que iria terminar. Ele não é artista, é um menino normal. E ele levou tudo numa boa, não teve problema, não ficou pensando: ‘Ah.. ninguém mais olha para mim, ninguém mais liga para mim”.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Por enquanto, a única preocupação de Leandro é tirar notas boas na escola, brincar com os amigos, andar de bicicleta e jogar futebol como qualquer menino de 11 anos que vive no interior de Santa Catarina, na pequena Rio do Campo de pouco mais de 6 mil habitantes.

Ele aproveita bem a infância, mas também já tem na ponta da língua a resposta quando é perguntado o que quer ser quando crescer.  Vai ser veterinário e seguir caminho do irmão que já está cursando a faculdade. “Gosto de animais, tenho sítio e cachorro, é legal. Sei laçar vaca, montar ovelha. Quero cuidar deles, tratar quando estiverem doentes”, diz.

Ser narrador esportivo ou artista jamais esteve em seus planos. Com jeito tímido, Leandro nunca foi fã dos microfones: “Às vezes era legal, às vezes era chato”, admite em poucas palavras. Mas acabou ‘obrigado’ a encarar as câmeras ao ver sua vida se transformar por postar no Facebook um vídeo de uma brincadeira corriqueira com o primo Marcos. Enquanto o amigo pilotava um carrinho na descida do morro ao lado da casa avó, em Taió-SC, Leandro narrava as peripécias.

Era só uma brincadeira inocente entre primos, mas a narração viralizou. Da noite para o dia, ele foi parar em vários programas de TV. Conheceu celebridades como Fátima Bernardes, Eliana, Celso Portiolli e Rafinha Bastos. Viajou de avião pela primeira vez e virou até garoto propaganda. Estrelou o comercial do GP Brasil de Fórmula 1 e também apareceu para uma marca de colchões, uma revendedora de carros e até para a Motorola.

Além disso, ganhou duas músicas em sua homenagem. A banda gaúcha Fogo de Chão pegou carona no viral e compôs ‘Taca-le Pau, Marco Veio’ e ‘Guri Medonho’. As participações nos shows renderam cachês de R$ 1 mil a R$ 2 mil para Leandro. Até hoje ele participa de algumas apresentações quando o contratante solicita.

Mesmo com tanta badalação a família não se iludiu. Manteve os pés no chão e soube aproveitar as oportunidades para fazer um pé de meia para o menino o futuro. Ninguém ficou rico, mas a poupança dá para comprar um carro, fazer viagens ou para pagar parte da faculdade. A escolha será dele no futuro.

“Graças a Deus, eu tenho emprego e o meu marido também. Eu abri uma conta na poupança e coloquei o dinheiro que entrou. Como foi um sucesso dele, tudo que entrava eu guardei lá.  Ninguém ficou rico, um monte de gente acha que a gente ganhou muito dinheiro, não foi isso, mais vai ajudar. Quando for mais velho, vai decidir o que for prioridade”, diz a mãe que não se arrepende de nada.

“Foi muito positivo. A gente teve oportunidades que nunca imaginaria. A gente tinha essa curiosidade de ver como era uma televisão, nunca imaginei que um filho meu ia ser convidado a participar de programas. Foi uma oportunidade de conhecer outros lugares, de andar de avião que ele nunca tinha andado, conhecer novas pessoas, fazer novos amigos. Tudo valeu a pena. Não tenho nada para dizer que não valeu”.

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