Fórmula 1

Após encostar em Rosberg, Hamilton prevê campeonato com mais reviravoltas

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

14/06/2016 06h00

Bastaram duas vitórias seguidas para Lewis Hamilton ver uma desvantagem de 43 pontos na tabela do campeonato cair para apenas nove. Mas o piloto da Mercedes nem pensa em comemorar. Para ele, tanto a grande quantidade de pontos que perdeu em relação ao líder Nico Rosberg nas primeiras provas, quanto o que ganhou com as duas provas ruins do companheiro em Mônaco e no Canadá só provam que as coisas podem mudar rapidamente ao longo da temporada.

“O fato de ter chegado a ficar 43 pontos atrás há duas corridas e agora estar bem mais perto só mostra que as coisas podem mudar de lado muito rapidamente. A única coisa que isso me mostra é que qualquer coisa pode acontecer”, afirmou em coletiva após a corrida o inglês, que sofreu uma série de problemas técnicos nas quatro primeiras provas.

“Não acredito que agora as coisas estejam mais sob controle porque, se você lembrar do que aconteceu nas corridas em que eu perdi pontos, nunca foi por culpa da minha pilotagem. Então não sinto que isso mude alguma coisa. Vou continuar pilotando da maneira que tenho feito até a última corrida. Há outros fatores que podem atrapalhar e, se estes outros fatores não me atrapalharem, vou ficar muito feliz.”

Com esta mentalidade, Hamilton garante que mesmo durante as corridas mais difíceis, não se deixou se abalar.

“Senti que estava pilotando bem em todos os finais de semana, então não houve um momento em que pensei que não seria assim da minha parte. Sabia que, se o carro aguentasse, eu iria conquistar o resultado. E agora penso a mesma coisa: nada mudou meu pensamento.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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