Fórmula 1

Novo circuito de Baku não empolga pilotos pelo que viram em simuladores

Divulgação
Imagem: Divulgação

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Montreal (CAN)

14/06/2016 12h00

Uma pista de rua beirando muralhas medievais com trechos mais estreitos que Mônaco e retas tão longas que prometem colocar a média de velocidade entre as mais altas do campeonato. Mesmo sendo um desafio diferente, o novo circuito de Baku, no Azerbaijão, que estreia neste final de semana, não parece animar muito os pilotos.

Com a experiência de testar o traçado no simulador, Lewis Hamilton questionou a escolha do traçado, que passa pelos principais pontos turísticos da capital do país asiático.

“Não tenho muito o que dizer, é só mais uma pista. Tem uma pista bem longa. Mônaco é um circuito de rua… não sei por que eles fazem circuitos assim. É tão largo em alguns trechos. Mas espero que seja divertido lá.”

Sebastian Vettel é outro que não aparentou estar muito animado com a novidade no calendário. “Testei no simulador. Tive dificuldade de me encontrar na pista. Mas é injusto julgar antes de chegar lá. Achei que tem umas partes interessantes e outras mais simples. Pelo menos deve estar mais quente do que aqui”, disse o alemão no último final de semana, em Montreal, onde as temperaturas não passaram dos 15ºC durante o GP. Para o Azerbaijão, a previsão é de que os termômetros fiquem próximos dos 30ºC.

A falta de informações sobre o novo destino é um problema comum para os pilotos. Tanto Nico Rosberg, quando Felipe Massa salientaram que, embora tenham experimentado o novo circuito, não confiam muito no que viram, uma vez que não há tantos detalhes sobre as condições da pista.

“Nosso gráfico ainda não estava perfeito”, revelou Massa. “Foi só para entender para onde vira. Lógico que a gente tem de chegar lá e analisar direito, andar na pista para ver como será. É uma pista bem rápida, vai no caminho de Sochi, com uma parte bem estreita. Um carro que anda bem de reta pode ter um resultado bom lá.”

Retas longas
Felipe Nasr também comparou a pista com o palco do GP da Rússia, ainda que, como a Sauber não tem simulador, tenha visto apenas um vídeo onboard distribuído pela organização da prova. “

“A pista me lembrou um pouco as características da Rússia, com uma pista mais larga e muita velocidade”, disse o brasileiro, que lembrou da dificuldade de sair de Montreal e ir ao Azerbaijão. Afinal, além da distância, a diferença de fuso horário é de 8h. “Vou tentar ir mais cedo para me adaptar ao horário. Porque você pode se sentir cansado, com sono ou mesmo com fome por estar com os horários de alimentação diferentes. Sei que eles chamam da terra do fogo. Como vou chegar lá antes, pretendo passear um pouco porque me disseram que o lugar é bacana.”

O turismo não faz parte dos planos de Massa. “Quando fiquei sabendo que iriíamos para lá, quis saber mais coisas sobre a pista, para tentar aprender o máximo possível sobre a pista. Mas não tive interesse em tentar saber mais sobre a cultura do país”, disse o piloto da Williams, que chegará em Baku na quarta-feira, um dia antes do início das atividades no paddock, e voltará para casa no domingo.
 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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