Fórmula 1

Massa sai no lucro no grid, mas admite espera 'GP mais complicado do ano'

REUTERS/Maxim Shemetov
Imagem: REUTERS/Maxim Shemetov

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Baku (Azerbaijão)

18/06/2016 12h24

Felipe Massa ainda não conseguiu se encontrar totalmente com o carro da Williams no circuito de Baku, no Azerbaijão, mas acabou se dando bem em uma classificação complicada e vai largar em quinto lugar. O brasileiro foi à pista nos momentos certos e acabou beneficiado tanto pela bandeira vermelha causada por Lewis Hamilton no final da sessão, quanto pela punição de Sergio Perez.

“Estou sem dúvida satisfeito com a minha posição, mas não tanto com meu carro. Ainda não fiz a volta perfeita”, admitiu o brasileiro. “Tive um pouco de sorte com a bandeira vermelha - e foi assim e quase todas as sessões: saí na hora certa, consegui fazer minha volta. Foi uma ótima classificação. Vamos nos concentrar para tentar fazer uma boa corrida”, disse Massa.

“Estou trabalhando duro para encontrar o melhor caminho para a corrida e devagarzinho estamos chegando lá. Ainda não estou 100% confiante com o que eu tenho, mas o carro está muito mais bem preparado para a corrida do que antes.”

O piloto da Williams alertou para a expectativa de uma corrida tumultuada pela proximidade dos muros no circuito de Baku.

“Deve ser a corrida mais difícil do campeonato para chegar até o final. Vi que, na corrida da GP2, só metade do grid conseguiu chegar. Tenho que ficar muito atento com tudo o que pode acontecer porque vai ser uma corrida muito difícil, pois já vimos quantos erros ocorreram na nossa classificação. Aqui é bem possível ultrapassar na reta. Então é bem diferente do que a corrida de Mônaco ou Cingapura.”

Felipe Nasr também saiu satisfeito da classificação após obter a 16ª colocação, a melhor desde o GP da China. O brasileiro comemorou o fato de ter ficado à frente dos rivais diretos da Sauber.

“Acho que foi um bom resultado ter ido ao Q2, fazia um bom tempo que a gente não conseguia. Então estou em uma boa posição para a corrida. Estamos largando na frente das duas Renault e das duas Manor. O objetivo é terminar na frente deles. A Manor tem uma velocidade de reta muito boa, então tenho que conseguir aguentar nas primeiras voltas e, dali para frente, vou tentar acompanhar o ritmo dos carros da frente porque aqui o vácuo ajuda muito.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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