Fórmula 1

Mesmo longe do pódio, Williams levou dois 'títulos' no Azerbaijão

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

20/06/2016 12h15

A Williams não teve o desempenho que esperava no GP da Europa, disputado no Azerbaijão no último domingo, mas acabou conquistando duas marcas impressionantes no final de semana em Baku: o time registrou a maior velocidade máxima da história e igualou o melhor pit stop de que se tem registro.

A primeira marca foi obtida por Valtteri Bottas ainda na classificação. Os 378km/h atingidos pelo finlandês são a maior velocidade já registrada em uma sessão oficial na história da categoria, algo obtido com uma combinação do cerca de 1000cv do motor Mercedes, somados ao efeito da asa traseira móvel, de um carro que produz pouco arrasto aerodinâmico e do vácuo, que foi muito importante em Baku.

Já a segunda marca foi conquistada no pit stop de Felipe Massa durante a corrida: o carro do brasileiro ficou parado por apenas 1s92 para trocar as quatro todas. Isso iguala o recorde obtido pela Red Bull no GP dos EUA de 2013.

Os pitstops da Williams, inclusive, têm sido o maior destaque do time neste ano, depois de terem sido um dos pontos mais fracos do time em 2015. Após fazer ajustes especialmente em seus equipamentos, a equipe conseguiu ser a mais rápida em todas as oito etapas disputadas até aqui.

No resultado final da corrida, contudo, Bottas pagou caro por uma classificação ruim e foi o sexto, enquanto Massa não se entendeu com os pneus e não passou do 10º lugar.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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