Fórmula 1

Não é só Hamilton: 'Lei da mordaça' no rádio gera reclamações entre pilotos

Sebastião Moreira/EFE
Imagem: Sebastião Moreira/EFE

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

21/06/2016 10h39

O comprometimento de Lewis Hamilton com a Fórmula 1 foi questionado após o piloto ter tido dificuldades de retificar uma configuração em seu volante que estava fazendo com que perdesse potência durante o GP da Europa, no Azerbaijão. Desde o início deste ano, os pilotos não podem mais ser instruídos via rádio sobre quais controles devem usar em seus volantes e, mesmo tendo uma dificuldade semelhante, seu companheiro Nico Rosberg rapidamente fez a alteração certa e seguiu a corrida.

Porém, a insatisfação em relação à mudança na regra é comum entre os pilotos. Ouvidos pelo UOL Esporte, os brasileiros Felipe Massa e Felipe Nasr concordaram que a restrição ao rádio coloca nas mãos dos pilotos questões estritamente técnicas, ainda mais com a F-1 usando um motor bastante complexo, com duas fontes de energias renováveis. “Faz falta para os pilotos ter um pouco mais de informação para auxiliar”, admitiu Nasr.

Mais de 20 controles e 100 funções: conheça o volante de Lewis Hamilton

A medida também tem sido criticada pelos campeões do mundo Fernando Alonso e Sebastian Vettel. “Desde o começo essa regra não fazia sentido”, reclamou o espanhol. “Os caras nos dão uma nave espacial para pilotar, com toda a tecnologia que temos, e agora não temos informações à disposição. Às vezes é difícil saber o que está acontecendo com o carro, qual é a solução [no caso de algum problema].”

Para Vettel, a regra é “uma piada” porque apenas dificulta o fluxo de informações e não tem relevância em termos de performance. “Há muitas coisas que você gostaria de perguntar e não pode. Você não seria muito mais rápido se a equipe respondesse, mas as pessoas têm visões diferentes.”

O próprio companheiro de Vettel, Kimi Raikkonen, passou por uma situação do tipo, quando viu uma luz de alerta piscando em seu volante e queria saber do que se tratava. “É o mesmo problema da última corrida?”, questionou. Ao ouvir que não poderia ter sua pergunta respondida, o finlandês se irritou. “Certamente você pode só dizer sim ou não!”

No caso de Hamilton, o time apenas pôde informar que havia uma configuração incorreta que estava tirando potência de seu motor. Após a prova, o inglês questionou a regra, dizendo que o fato de ter ficado muito tempo olhando para o volante a fim de encontrar o que estava errado fez com que corresse um risco desnecessário.

“Foi perigoso. Fiquei olhando para o meu volante por grande parte das voltas e nas retas. Tudo o que eles podem me dizer é que havia um erro no comando, então fiquei olhando para todos os comandos, mudando tudo e pensando que sou um idiota e fiz algo de errado. Fiquei olhando várias vezes e não tinha nada de estranho.”

A regra de restrição de comunicação via rádio busca comprir um trecho do regulamento que diz que “o piloto deve correr sozinho e sem ajudas externas.” Porém, Hamilton defende que seu caso foi diferente. “Foi um problema técnico. A F-1 é tão técnica - às vezes técnica demais - e tendo tantos controles no volante é algo que você deveria poder corrigir porque as únicas pessoas que podem ver o problema são os caras que estão no box.”

O chefe de Hamilton na Mercedes, Toto Wolff, defendeu uma mudança no regulamento. “Você poderia fazer duas coisas: tornar a tecnologia mais simples, o que não acho que seria a direção certa. Ou talvez ajustar as regras para que possa se comunicar mais com o piloto no caso de um problema.”

Wolff ainda evitou culpar Hamilton por não ter encontrado a solução de seu problema rapidamente. “Era um acerto muito difícil de encontrar. Não tem a ver com ele não ter feito a lição de casa.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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