Fórmula 1

Alonso conta planos de aposentadoria e avisa: "sonho está chegando ao fim"

Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

22/06/2016 11h47

Fernando Alonso parece estar cada vez mais certo de que o final de semana está chegando. Depois de comentar sobre o assunto em entrevista ao UOL Esporte, o piloto espanhol afirmou “sentir que está chegando ao final do sonho”.

“Neste momento eu sinto que o sonho está chegando ao fim. Tenho o sentimento de encerrar o ciclo de forma ‘romântica’. Quando chegar o momento, eu vou saber. Quando não se é rápido o suficiente, quando não pode atender o que te pedem, dá para saber que é o momento de deixar”, comentou o piloto espanhol em entrevista ao jornal francês L’Equipe.

“Quando se olha pilotos como Raikkonen, Button ou Massa, parece que podem correr para sempre. Provavelmente eu não serei como eles”, disse.

Alonso ainda não quer dizer com certeza o que fará quando encerrar a carreira, pelo menos, não ainda, apesar de ter ideias. “É ainda muito cedo. A vida de um piloto de F1 é muito exigente. Estou centrado na Fórmula 1 365 dias ao ano competindo e treinando”, falou.

Fernando Alonso ainda ressaltou que quer levar “uma vida normal” fora do esporte. “Creio que vou aproveitar vivendo uma vida normal primeiro. Mas também é provável que depois eu corra por outras categorias”, ressaltou.

O piloto falou que, apesar de ter vontade de correr por outras categorias, não quer se dedicar 100% com isso após se aposentar da F-1. “Acho que vou correr por outras categorias, mas uma que demande menos tempo. Le Mans seria perfeito, já que não é preciso ficar longe de casa o ano todo”, explicou. 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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