Fórmula 1

Ecclestone pede que GPs aprendam com Azerbaijão e assegura futuro da prova

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em Barcelona (ESP)

23/06/2016 06h45

A Fórmula 1 chegou sob um clima de muita desconfiança ao Azerbaijão, para a estreia do GP da Europa, no último final de semana. Mas saiu com uma boa impressão de Baku mesmo com uma corrida sem toda a ação prometida pelos muros próximos e a altíssima velocidade do circuito montado nas ruas de Baku. Ainda assim, o promotor da categoria, Bernie Ecclestone, assegurou o futuro da etapa e disse ainda que os demais organizadores têm muito o que aprender com o país.

“Se todos os lugares para onde vamos fizessem o esforço que estas pessoas fizeram aqui, seria fantástico. Eles fizeram um trabalho incrível”, disse à Sky Sports.

“Acabou sendo um circuito muito bom. Queria que passasse pelo castelo de qualquer jeito, para que toda aquela área fosse filmada, e fomos sortudos o bastante para fazer isso.”

Ecclestone se refere à parte mais estreita da pista, com menos de 8m de largura, que foi mantida no traçado mesmo desrespeitando a largura mínima estabelecida pelo regulamento, de 12m.

Mas nem tudo funcionou durante o final de semana, com uma sessão da GP3 sendo cancelada após vários pneus serem rasgados pela zebra. Na sessão de treinos livres da F-1, a tampa de um bueiro danificou o carro de Valtteri Bottas. Porém, Ecclestone disse que esse tipo de coisa acontece porque se tratava “de um protótipo, a primeira corrida.”

Perguntado sobre as especulações de que o Azerbaijão não conseguirá cumprir os cinco anos de contrato, uma vez que o país está em crise por ser dependente de petróleo e pelo fato das arquibancadas estarem praticamente vazias durante o final de semana de corrida, Ecclestone se mostrou confiante. “Não me preocuparia com isso.”

O GP da Europa foi vencido por Nico Rosberg, que estendeu sua vantagem no campeonato de nove para 24 pontos sobre o companheiro de Mercedes, Lewis Hamilton.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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