Fórmula 1

Com 'overdose' de pistas de rua, GPs 'caipiras' viram raridade na Fórmula 1

HANS KLAUS TECHT/EFE
O palco do GP da Áustria é de propriedade da Red Bull Imagem: HANS KLAUS TECHT/EFE

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

25/06/2016 06h00

Após uma ‘overdose’ de pistas de rua no calendário, com a sequência de Mônaco, Montreal e Baku, a Fórmula 1 volta a seu terreno mais tradicional no próximo final de semana, com a disputa do GP da Áustria, em Spielberg. Localizada em uma região de floresta no interior do país, em um circuito rápido e de variados tipos de curva, a etapa marca um retorno ao tipo de palco que se tornou regra nas primeiras décadas da história da categoria, que passará ainda por Silverstone e Hockenheim em julho. Mas esse lado mais 'caipira' anda sendo substituído especialmente nos últimos 10 anos.

De lá para cá, estrearam no campeonato etapas como Cingapura, Valência (que só durou até 2012), Abu Dhabi, Rússia e Baku, todas em circuitos de rua. Austin e Cidade do México também passaram a marcar presença na temporada, com pistas ‘de verdade’, mas também muito próximas dos centros das cidades. A própria etapa da Coreia do Sul veio de um projeto de construir uma cidade ao redor da pista, o que nunca se concretizou.

Em Baku, no Azerbaijão, Bernie Ecclestone deu a entender que este é o futuro da categoria. “É bom correr na cidade, não? Fica mais fácil para todos virem.” Fica mais fácil, também, convencer os investidores, uma vez que, calcula-se, seja 50% mais barato montar uma pista de rua do que construir um circuito do zero.

Mas os pilotos não concordam muito com esta tendência. “Como prazer de guiar, prefiro um circuito como Spa ou Suzuka. Tenho um prazer maior e me sinto melhor neste tipo de pista, até pelo meu estilo de pilotagem. Mas, quando você é competitivo, não interessa o tipo de circuito. O mais divertido é sempre estar brigando pela ponta e boas colocações”, ponderou Felipe Massa ao UOL Esporte.

Já Felipe Nasr vê espaço tanto para os circuitos de rua, quanto para os autódromos. “Você faria 30 GPs em Mônaco? Acho que não. Cada lugar tem seu charme e sua característica. É inovador, é legal e o acesso para os torcedores quando uma corrida é feita dentro da cidade é melhor. Além disso, o cenário é muito bonito quando se corre nas cidades. Mas também sou fã das pistas mais afastadas. Cada lugar tem seus prós e contras.”

Daniil Kvyat, por sua vez, é mais incisivo. Para ele, a Fórmula 1 deveria correr em pistas com menos áreas de escape, independente do lugar. “Precisamos de pistas em que você precisa de coragem, precisa atacar mas sabe que poderá ser punido”, disse o russo, que prefere traçados como de Zandvoort, Mugello e Imola. “Abu Dhabi não tem nada de coragem, você é como um robô. Freia tarde demais, fica triste porque fritou o pneu e acabou com sua volta, mas não existe a pressão de escapar e bater.”

Corrida popular
A corrida deste final de semana, na Áustria, voltou em 2014 ao calendário após a antiga pista de Zeltweg ser comprada pela Red Bull. E tanto o clima de interior, quanto o traçado seletivo animam os pilotos.

“A Áustria é uma corrida simpática, com fãs muito apaixonados. É uma corrida que sempre está cheia. A área também é interessante, com castelos em volta - o hotel em que eu fico é um castelinho, que também é muito simpático. A pista também é bem interessante, bastante curta, e agora parece que eles mudaram o asfalto e ficou bem mais rápido. É um lugar em que eu gosto de correr”, disse Felipe Massa.

O piloto da Williams marcou a pole position na Áustria em 2014 e prevê um bom final de semana para sua equipe, assim como Nasr. “Sempre gostei da pista da Áustria, é bem rápida. Estou curioso para saber como está agora com o novo asfalto. Gosto muito desse tipo de pista que, ao mesmo tempo, é bem técnica e tem a velocidade bem alta.”
 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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