Fórmula 1

Chefão fala em 'redistribuir renda' na F-1 e quer copiar Campeonato Inglês

ANDREJ ISAKOVIC/AFP
Imagem: ANDREJ ISAKOVIC/AFP

Do UOL, em Barcelona (ESP)

27/06/2016 07h09

Acuado por uma investigação da União Europeia, o promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, declarou que cogita a possibilidade de melhorar o sistema de distribuição de dinheiro entre as equipes na categoria.

Atualmente, a distribuição prevê diferentes cotas levando em consideração a posição de cada time no Mundial de Construtores, mas também possui as chamas ‘cotas por valor histórico’, que acabam inflacionando o dinheiro recebido pelos times grandes - e criando um grande abismo em relação às equipes do meio para o fim do pelotão.

Por conta disso, Force India e Sauber entraram, ano passado, com uma representação na Comissão da União Europeia para investigar a divisão.

A entidade ainda não deu um parecer, mas Ecclestone se adiantou e disse ao The Times que pode rever a situação. “Vou dar uma boa olhada em como as coisas funcionam para ver se posso surgir com algo mais igualitário para as equipes. A Premier League tem uma boa maneira de dividir o dinheiro dos direitos comerciais, e isso poderia funcionar para nós.”

Estruturada de acordo com a performance, a divisão de dinheiro do campeonato inglês de futebol garante que o último colocado receba cerca de dois terços da premiação do campeão. Na Fórmula 1, os times que rebecem menos não chegam a ganhar um quarto do prêmio dos grandes. No caso da estreante Haas, sequer houve pagamento neste primeiro ano.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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