Fórmula 1

Dupla da Williams confia que Force India ficará para trás em 'pista normal'

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Speilberg (AUT)

30/06/2016 14h23

A Williams esperava lutar pelo pódio no GP da Europa, há duas semanas, mas foi surpreendida pela Force India, quinta força do campeonato, que cresceu muito no circuito de Baku e chegou ao pódio com Sergio Perez. Porém, como a partir deste final de semana o calendário terá pistas com características diferentes das encontradas tanto na etapa do Azerbaijão, quanto no outro pódio conquistado pelo mexicano, em Mônaco, tanto Valtteri Bottas, quanto Felipe Massa, esperam deixar o ‘fantasma’ do time indiano para trás.

“Eles parecem ser muito bons em circuitos de rua como Baku e Mônaco”, observou Bottas, ouvido pelo UOL Esporte em Spielberg, na Áustria, palco da etapa deste final de semana. “Acho que eles têm algo melhor em termos de aderência mecânica no carro - essa é a explicação para serem tão bons nos circuitos de rua. Nos traçados normais, com mais curvas de alta velocidade, estamos bem à frente deles. Então espero que estejamos na frente neste final de semana.”

Massa também acredita que a ameaça da Force India não deve preocupar a Williams nas próximas etapas. Além da Áustria, as próximas corridas do campeonato serão em Silverstone, Hockenheim e Hungaroring, todos circuitos permanentes.

“Temos que pensar que a pista de Baku talvez seja o circuito ideal para um carro como o da Force India. Em pistas normais, sempre fomos mais competitivos do que eles. Tomara que tudo volte ao normal e que a gente continue tendo um carro mais competitivo que eles”.

As atividades para o GP da Áustria começam com os treinos livres a partir das 5h e das 9h pelo horário de Brasília, na sexta-feira. O terceiro treino livre será disputado às 6h do sábado e a classificação começa às 9h. A largada para a nona etapa do campeonato também será às 9h, no domingo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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