Fórmula 1

Após classificação com quebras e chuva, Hamilton largará na pole na Áustria

ANDREJ ISAKOVIC/AFP
Imagem: ANDREJ ISAKOVIC/AFP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Spielberg (AUT)

02/07/2016 10h22

Em um treino tenso devido às quebras de suspensão causadas pelas novas zebras do Red Bull Ring, Lewis Hamilton marcou a pole position para o GP da Áustria com sobras. Rosberg fez o segundo tempo, mas largará em sétimo devido à punição por troca de câmbio. Nico Hulkenberg herdou o segundo lugar no grid, e Jenson Button herdou a terceira colocação (Vettel também foi punido). 

Entre os brasileiros, Felipe Massa colocou a Williams na 10ª colocação e vai largar três posições atrás do companheiro Valtteri Bottas, que se classificou em oitavo, mas foi beneficiado por outra punição, de Sebastian Vettel, também por troca de câmbio. Já Felipe Nasr vai largar no 22º e último lugar com a Sauber, depois de ter sido superado por seu companheiro por 28 milésimos.

O treino chegou a ser interrompido por uma forte batida de Daniil Kvyat ainda na primeira parte da classificação. O russo foi uma das vítimas das novas zebras, que já haviam causado quebras de suspensão nos carros de Max Verstappen e Nico Rosberg nos treinos livres. Foi justamente pela batida que o líder do campeonato teve de trocar o câmbio e receber a punição. Sergio Perez também teve problema semelhante na classificação, mas não chegou a bater.

Na primeira parte do treino, Rosberg foi o mais rápido, mas viu Vettel ficar a pouco mais de dois décimos de distância, e Hamilton ser terceiro.

Na briga para ver quem passaria para a segunda fase da classificação, os problemas de suspensão fizeram com que Kvyat fosse eliminado, junto dos dois pilotos da Renault e da Sauber, que amargaram a última fila. Rio Haryanto também ficou pelo caminho, enquanto seu companheiro Pascal Wehrlein fez um impressionante 10º melhor tempo no Q1.

Perez, devido à quebra de suspensão, e Carlos Sainz, que teve problemas de motor, não participaram da segunda parte da classificação, sendo eliminados junto da dupla da Haas, Fernando Alonso, na segunda vez no ano em que ficou atrás de Jenson Button, e Wehrlein, grande destaque da classificação ao levar a Manor ao 12º lugar. A sessão foi marcada pelo lento início de chuva, com o aumento repentino das nuvens na região montanhosa de Spielberg.

A chuva chegou de vez no Q3. Com a pista molhada, Hamilton liderou a tabela de tempos pela primeira vez no final de semana e Jenson Button chegou a surpreender se colocando em segundo. Porém, com menos de dois minutos para o final, a pista secou e os pilotos voltaram à pista com supermacios. Mais uma vez, o inglês da Mercedes se mostrou muito superior em relação à concorrência com o asfalto ainda escorregadio, e conquistou a pole com mais de meio segundo de vantagem para o companheiro Nico Rosberg que, com a punição, caiu do segundo para o sexto lugar no grid.

Com isso Nico Hulkenberg subiu para a segunda colocação e Jenson Button vai largar em terceiro. O inglês se classificou em quarto, mas se beneficiou das punições de Rosberg e de Sebastian Vettel, dono do quarto melhor tempo. Kimi Raikkonen vai largar em quarto e Daniel Ricciardo, em quinto.

Com Rosberg caindo para sexto e Vettel, para nono, Valtteri Bottas vai largar em sétimo, Max Verstappen será o oitavo e Felipe Massa, o décimo.

O GP da Áustria tem largada às 9h do domingo pelo horário de Brasília.

Confira como ficou o grid do GP da Áustria

1. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes 1m 07.922s
2. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 1m 09.285s
3. Jenson Button ING McLaren-Honda 1m 09.900s
4. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 1m 09.901s
5. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG Heuer 1m 09.980s
6. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 1m 08.465s*
7. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 10.440s
8. Max Verstappen HOL Red Bull-TAG Heuer 1m 11.153s
9. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 09.781s*
10. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 11.977s

11. Esteban Gutierrez MEX Haas-Ferrari 1m 07.578s
12. Pascal Wehrlein ALE Manor-Mercedes 1m 07.700s
13. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari 1m 07.850s
14. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 08.154s
15. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari no time Q2
16. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes no time Q2

17. Kevin Magnussen DIN Renault-Renault 1m 07.941s
18. Jolyon Palmer ING Renault-Renault 1m 07.965s
19. Rio Haryanto INA Manor-Mercedes 1m 08.026s
20. Daniil Kvyat RUS Toro Rosso-Ferrari 1m 08.409s
21. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 08.418s
22. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 1m 08.446

*PUNIDO COM A PERDA DE 5 POSIÇÕES NO GRID PELA TROCA DE CÂMBIO

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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