Fórmula 1

'Chinelão' passa por teste final e está perto de ser adotado em 2017

Charles Coates/Getty Images
Vettel testou o halo nos treinos livres em Silverstone Imagem: Charles Coates/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Silverstone (ING)

08/07/2016 07h17

A proteção que deverá ser adotada no cockpit da Fórmula 1 a partir da próxima temporada passou pelo que deve ser seu teste final na primeira sessão de treinos livres para o GP da Inglaterra. Sebastian Vettel deu uma volta com a nova versão do chamado halo, cuja adoção deve ser anunciada na próxima semana.

O alemão não aprovou a novidade. "A sensação não foi ótima. Acho que o impacto é grande em termos de visibilidade", disse.

O sistema sofreu pequenas modificações desde seu primeiro teste na pista, feito pela própria Ferrari, na pré-temporada. A outra solução, apresentada pela Red Bull e denominada aerotela, foi deixada de lado após falhar em alguns testes de impacto, mas a própria FIA admite que continuará o desenvolvimento da peça pensando em introduzi-la em 2018.

Isso porque, apesar dos pilotos apoiarem, em sua grande maioria, a introdução de mais um dispositivo de segurança, que visa proteger a cabeça no caso de grandes objetos, como pneus, voarem em direção ao cockpit, o visual do halo causa certa resistência.

“Lógico que o mais bonito é termos o carro sem nada disso, mas temos de pensar na segurança dos pilotos mais do que na beleza do carro”, disse Felipe Massa ao UOL Esporte.

“Porém, se é para melhorar a segurança, estou de acordo. Uma proteção dessa iria ajudar em uma situação como aconteceu em Mônaco, quando um bueiro saiu e poderia ter ido em direção à cabeça do Button. O mesmo no caso do meu acidente, ainda que, no caso do Jules [Bianchi, que morreu após chocar-se com um trator no GP do Japão de 2014], não adiantaria.”

Felipe Nasr, por sua vez, demonstrou surpresa ao saber que o sistema que está prestes a ser aprovado é o halo. “É o chinelão? Então vamos ligar para a Havaianas para ver se a gente consegue algum patrocínio”, brincou. “Quem experimentou disse que é uma questão de acostumar. Mas desde o início eu fui a favor desse sistema.”

Um dos grandes apoiadores da novidade é o atual líder do campeonato, Nico Rosberg. O alemão lembrou que, historicamente, os novos dispositivos ligados à segurança sempre geraram resistência.

“Estamos todos conscientes de que não é o ideal para os puristas, e nós [pilotos] somos puristas também. Então todos sabemos que há um comprometimento. Mas, na história do esporte, sempre houve comprometimentos em questões que envolvem segurança. Em todo episódio nos últimos 60 anos, houve sempre o mesmo tipo de reclamação inicialmente, os mesmos problemas com a aparência mudando para pior”, opinou.

“Lembre de quando as laterais dos cockpits foram aumentadas e as pessoas deixaram de ver os braços dos pilotos. É sempre a mesma coisa. Só precisamos aceitar isso. Tomara que os críticos desistam. Claro que respeito e entendo, mas tomara que eles superem porque esse é o caminho direto. É a maior zona de risco que permanece no nosso esporte, pois vimos fatalidades, então é nessa área em que temos de trabalhar.”

Após os dois treinos livres da sexta-feira, as atividades para o GP da Inglaterra prosseguem no sábado com o terceiro treino livre, que começa às 6h do sábado e a classificação, às 9h. O GP da Inglaterra está marcado para às 9h do domingo.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Redação
Blog do Carsughi
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Blog do Carsughi

Blog do Carsughi

A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
UOL Esporte
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Topo