Fórmula 1

Com Hamilton na frente e halo na pista, Mercedes arrasa concorrência

Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Silverstone (ING)

08/07/2016 07h29

Correndo em casa neste final de semana, Lewis Hamilton saiu na frente nos primeiros treinos livres para o GP da Inglaterra. Mas a diferença em relação ao companheiro e atual líder do campeonato, Nico Rosberg, foi pequena: apenas 33 milésimos separaram os dois pilotos da Mercedes.

Os líderes do campeonato foram bem superiores em relação aos rivais, com Nico Hulkenberg colocando a Force India em terceiro, mas quase um segundo mais lento que Hamilton. O resultado não deixa de ser uma surpresa, pois não é esperado que o time seja tão forte em Silverstone quanto nas últimas provas.

Charles Coates/Getty Images
Imagem: Charles Coates/Getty Images
Sebastian Vettel, que fez uma volta testando a proteção do cockpit que deverá ser introduzida nos carros a partir de 2017, chamada halo, foi o quarto colocado, também quase um segundo mais lento que as Mercedes.

O alemão superou Daniel Ricciardo, que colocou a Red Bull em quinto, e o companheiro Kimi Raikkonen, que teve sua permanência na Ferrari em 2016 confirmada nesta sexta-feira, foi o sexto.

A Williams, que testa novamente a asa dianteira que falhou no carro de Felipe Massa no GP da Áustria, fazendo com que o brasileiro tivesse de largar no pitlane, fez um treino discreto, com Valtteri Bottas em 13º e Felipe Massa em 14º.

Felipe Nasr, por sua vez, fez um bom treino com a Sauber, terminando em 17º. O time tem duas atualizações neste final de semana: a nova especificação do motor Ferrari, que também está sendo usada pela Haas, e uma nova asa traseira, colocada no carro de Marcus Ericsson, que terminou em 20º.

A segunda sessão de treinos livres começa às 10h, pelo horário de Brasília. As atividades  prosseguem no sábado com o terceiro treino livre, que começa às 6h do sábado e a classificação, às 9h. O GP da Inglaterra está marcado para às 9h do domingo.

Confira os tempos da primeira sessão de treinos livres na Inglaterra

1. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes 1m 31.654s
2. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 1m 31.687s
3. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 1m 32.492s
4. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 32.501s
5. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG 1m 32.773s
6. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 1m 33.039s
7. Max Verstappen HOL Red Bull-TAG 1m 33.202s
8. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 33.235s
9. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari 1m 33.446s
10. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 33.527s
11. Daniil Kvyat RUS Toro Rosso-Ferrari 1m 33.738s
12. Jenson Button ING McLaren-Honda 1m 34.132s
13. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 34.263s
14. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 34.456s
15. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari 1m 34.547s
16. Jolyon Palmer ING Renault-Renault 1m 34.787s
17. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 1m 34.805s
18. Charles Leclerc MON Haas-Ferrari 1m 35.869s
19. Esteban Ocon FRA Renault-Renault 1m 35.980s
20. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 36.003s
21. Pascal Wehrlein ALE Manor-Mercedes 1m 36.136s
22. Rio Haryanto INA Manor-Mercedes 1m 36.647s 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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