Fórmula 1

Alonso desdenha de campanha de Button em 2015 e se diz amigo de Massa

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

15/07/2016 06h00

Fernando Alonso viveu uma situação inédita em sua carreira no final do ano passado: pela primeira vez foi superado em número de pontos por um companheiro de equipe, na primeira temporada em que correu ao lado de Jenson Button na McLaren. O espanhol, contudo, defende que a comparação não é das mais justas e prefere usar o atual campeonato, em que vem superando-o em classificações e corridas, como parâmetro.

“Acho que todos os meus companheiros são diferentes. Ano passado era difícil termos corridas em que tínhamos as mesmas condições porque sempre tínhamos algum problema de motor. Acho que usamos 11 ou 12 motores na temporada. Este ano está um pouco mais justo e, sim, ele é rápido”, disse Alonso ao UOL Esporte. “Ele tem experiência e acho que somos muito bons trabalhando juntos em termos de ajudar a Honda, especialmente do lado da unidade de potência com a experiência que Jenson teve com a Mercedes em 2014 e eu com a Ferrari. Então acho que temos muitas informações para dar.”

Além de Button, o companheiro que mais deu trabalho a Alonso foi Lewis Hamilton, com quem o espanhol empatou em número de pontos e perdeu nos critérios de desempate no único ano em que estiveram juntos na McLaren, em 2007. “Entre todos os companheiros, é difícil escolher quem era o mais rápido. Obviamente, Hamilton era rápido no primeiro ano.”

Entre os companheiros com que teve melhor relação, Alonso destaca dois pilotos de origem latina: o italiano Giancarlo Fisichella, com quem pilotou nos anos de seus títulos mundiais, pela Renault, e o brasileiro Felipe Massa, ao lado que quem esteve por quatro anos na Ferrari.

“Minha melhor época provavelmente foi com Fisico (apelido de Fisichella) porque era uma relação boa também fora da pista. Ele é um cara legal e ficávamos muito tempo juntos no Quênia com Flavio [Briatore, que tinha um hotel no país africano] e coisas do tipo. Então provavelmente foi meu melhor companheiro em termos de diversão”, disse. “Outro cara com que passei mais tempo foi o Felipe e ainda tenho uma boa relação com ele, é um dos meus melhores amigos do paddock. Até fui em um evento de kart dele no Brasil e foi bem divertido.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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