Fórmula 1

Red Bull é a maior interessada em revolução nas regras em 2017, diz Massa

AP Photo/Manu Fernandez
Imagem: AP Photo/Manu Fernandez

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Budapeste (HUN)

19/07/2016 06h00

Pneus mais largos e aderentes, liberdade no desenvolvimento de motores, asas maiores e uma série de mudanças aerodinâmicas. A Fórmula 1 se prepara para sua mudança de regulamento mais extensa desde 2014, ano da ascensão da Mercedes. E, desta vez, Felipe Massa vê outra equipe como a mais interessada nas novidades: a Red Bull.

“A equipe que mais quer essa mudança de regulamento é a Red Bull. Nesse mundo da Fórmula 1 não tem essa de ‘quero mudar para melhorar o show’. Ainda mais entre os chefes de equipe. Cada um pensa no seu e a Red Bull é quem mais força para mudar o regulamento aerodinâmico porque é o forte deles”, disse o brasileiro ao UOL Esporte.

Mas o piloto tem dúvidas se este é o melhor caminho. Seu temor é que, como os carros ficarão mais rápidos também pela ação da aerodinâmica, além dos pneus mais aderentes, as ultrapassagens se tornem ainda mais difíceis.

“Que a gente vai ter um carro muito mais bacana de guiar, isso não é dúvida. Por outro lado, quanto mais carga aerodinâmica a gente tiver, mais difícil fica seguir outro carro e ultrapassar. Então, se você tem um carro muito mais rápido, mais legal para os pilotos, mas menos ultrapassagem, será que vai ser mais legal para o público? O público vai conseguir entender a velocidade maior, da mesma forma que os pilotos?”, questionou.

“Vai acontecer ultrapassagens, mas menos. Não vai ser outra Fórmula 1. Talvez seja mais difícil fisicamente e tenhamos mais erros, porque se for mesmo mais difícil fisicamente haverá pilotos que podem sofrer mais do que outros. Mas vai ser melhor para o público? Não sei. É um risco. E as equipes vão gastar muito dinheiro para fazer e pode ter algumas que nem vão conseguir correr. Não digo que sou contra, mas precisamos pensar no todo, não só no interesse de alguns.“

Massa preferiria que os carros não ficassem tão mais rápidos (a expectativa é de 5s por volta em classificação), e que fosse mais fácil ultrapassar.

“Eu gostaria de uma mudança pensando muito mais do lado mecânico do que aerodinâmico. Sou totalmente a favor dos pneus mais largos. Mas será que é necessário mudar tanto assim a carga aerodinâmica? Talvez só com a mudança dos pneus os carros já ficariam mais rápidos, uns 2s. Será que precisa ser 5s?”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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