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Fórmula 1

Fiscalização eletrônica agrada, mas pilotos reclamam do excesso de controle

Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Budapeste (HUN)

22/07/2016 07h25

O GP da Hungria marcará a estreia de sensores eletrônicos para determinar se os pilotos estão saindo dos limites de pista, depois que o abuso do uso das áreas de escape para ganhar tempo causou certa polêmica nas últimas duas provas.

Na Áustria, com a instalação de novas zebras, mais altas, alguns pilotos tiveram quebras de suspensão e Daniil Kvyat chegou a bater forte. Na prova seguinte, na Inglaterra, vários pilotos tiveram suas melhores voltas deletadas na classificação por saírem da pista.

As regras determinam que o piloto deve manter pelo menos uma roda em contato com a área delimitada pelas linhas brancas, antes da zebra.

A nova fiscalização eletrônica agradou os pilotos. “Acho que é uma boa ideia, daí não vamos depender dos comissários ou da TV. É bom ter um sistema automático, é uma tecnologia que já existe”, apontou Fernando Alonso, ouvido pelo UOL Esporte em Budapeste. “Acho ótimo”, concordou Felipe Nasr. “Pelo menos tem uma decisão. Ao invés de ficar naquela de pode ou não pode, já sabemos que ali não é um lugar para colocar o carro e, quem fizer isso, terá a volta eliminada.”

Alonso e Sebastian Vettel, contudo, aproveitaram para criticar o excesso de controle da Fórmula 1 atual. “Houve alguns debates a respeito dos limites de pista aqui e ali e é normal quando se trata de um esporte muito midiático. Vejo corridas de DTM, turismo ou MotoGP e os carros cortam a última chicane, vencem, comemoram e não há nenhuma investigação depois da corrida. Aqui qualquer coisa pequena vira uma montanha. É parte do esporte e é algo que a F-1 quer: que as pessoas continuem comentando. Agora que o show não está tão bom, é bom ter alguma polêmica em torno das corridas”, disse o piloto espanhol.

Vettel, por sua vez, questionou a adoção de zebras que acabam ‘atraindo’ os pilotos para fora da pista, uma vez que eles ganham tempo explorando ao máximo dos limites de pista.

“Há circuitos em que dá para ir mais rápido se você for para fora da pista do que se ficar dentro. Andei na pista na quinta-feira e acho que é muito desapontador. Eles gastaram muito dinheiro para fazer as novas zebras e acabaram fazendo com que seja mais vantajoso ir para fora da pista do que ficar dentro e depois colocam sensores para não saírmos. Não faz sentido.”

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