Fórmula 1

Após começo difícil, temporada de Nasr engrena. Agora só faltam os pontos

Charles Coates/Getty Images/AFP
Imagem: Charles Coates/Getty Images/AFP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Budapeste (HUN)

23/07/2016 06h00

A temporada de 2016 de Felipe Nasr demorou para engrenar, mas o brasileiro está contente com seu desempenho nas últimas três etapas, em que superou com certa facilidade o desempenho do companheiro Marcus Ericsson nas corridas. O cenário atual é bem diferente do início do ano, quando o piloto teve problemas com seu chassi, trocado após quatro etapas.

Após a troca, ocorrida por um pedido do piloto, que notava uma diferença de comportamento em relação ao carro que utilizou nos testes e que vinha sendo usado nas corridas por Ericsson, Nasr ainda passou por um período de adaptação antes dos resultados começarem a aparecer.

Após 10 etapas, mesmo sem ter marcado pontos, o brasileiro está contente com o desempenho dos últimos GPs, nos quais foi 12º, 13º e 15º, sempre à frente de Ericsson.

“Eu vejo aquele começo do ano como muito difícil, até pela questão do chassi, com o qual eu tive muita dificuldade. Era um carro que estava praticamente inguiável e, desde que houve a mudança, eu pude trabalhar nas novas referências de acerto do carro”, disse o piloto da Sauber, ouvido pelo UOL Esporte em Budapeste, onde disputa a décima etapa neste final de semana.

“Tudo o que eu tinha feito no começo do ano não era uma referência. Então eu pude encontrar meu ritmo novamente e fiquei feliz por minhas últimas três corridas, nas quais sempre estive brigando mais à frente, especialmente aos domingos, pois temos conseguido sempre ganhar posições em relação à classificação.”

O GP da Hungria tem classificação a partir das 9h pelo horário de Brasília no sábado e largada também às 9h do domingo. Nico Rosberg lidera o campeonato, mas Lewis Hamilton está apenas um ponto atrás.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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