Fórmula 1

Surfista, Hamilton se diz 'na crista da onda', mas Rosberg não se preocupa

DOMINIC EBENBICHLER/Reuters
Imagem: DOMINIC EBENBICHLER/Reuters

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Budapeste (HUN)

23/07/2016 06h00

Nico Rosberg pode estar na liderança do campeonato desde a primeira prova, na Austrália, em março, mas não vivendo um bom momento na temporada. Depois de vencer as quatro primeiras provas, o alemão ganhou apenas uma das cinco etapas seguintes.

Além disso, o alemão viu o companheiro e grande rival pelo título, Lewis Hamilton, crescer nas últimas etapas e encostar na tabela: a diferença entre os dois, que já chegou a ultrapassar os 40 pontos, hoje não passa de um.

Perguntado na Hungria, onde disputa a décima etapa do campeonato neste final de semana, como lida com a aproximação do inglês, Rosberg garantiu que não está focado na tabela de pontos por enquanto. “Só penso em uma corrida por vez e depois que ela acaba eu sigo adiante.

Estou me sentindo bem, animado por estar aqui. Tem sido uma boa temporada até aqui e vou tentar vencer neste final de semana”, disse o alemão, que anunciou neste final de semana a extensão do contrato com a Mercedes por mais duas temporadas.

Hamilton, por sua vez, reconhece o bom momento. “Claro que a sensação de estar 43 pontos atrás e de estar um ponto atrás é bem diferente. O fato de ter vencido as últimas duas corridas em sequência foi incrivelmente motivador e inspirador e a última corrida foi o melhor final de semana de que eu me lembro”, disse o inglês, que fez uma comparação com o surfe.

“Não sei se vocês surfam mas eu surfo, e às vezes você tem de esperar pelas ondas e elas não vêm. Eventualmente elas aparecem e você cai, mas quando você pega uma onda é uma sensação incrível, e é parecido com a minha sensação agora, estou na crista da onda.”

O inglês pode assumir a liderança do campeonato pela primeira vez neste final de semana em Budapeste, onde tem um excelente currículo de quatro vitórias em nove tentativas.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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