Fórmula 1

Após vitória, Hamilton questiona pole polêmica de Rosberg. E alemão rebate

DOMINIC EBENBICHLER/Reuters
Imagem: DOMINIC EBENBICHLER/Reuters

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Budapeste (HUN)

25/07/2016 06h00

A pole de Nico Rosberg no GP da Hungria não durou muito: o alemão foi ultrapassado por Lewis Hamilton logo na primeira curva da prova e chegou em segundo. Porém, a maneira polêmica como o alemão liderou a classificação na Hungria ainda promete dar muito o que falar.

Rosberg foi liberado pelos comissários após a telemetria de sua Mercedes mostrar que o alemão tirou o pé na tentativa que lhe deu a pole, no momento em que passava por um setor com bandeiras amarelas duplas. Porém, como Nico não perdeu muito tempo e as regras dizem que, nestas condições, os pilotos devem “desacelerar significativamente e estar preparado para parar”, o próprio Hamilton questionou a decisão após a vitória em Hungaroring.

“Os comissários precisam aparecer com alguma solução porque corro há 23 anos e para mim sempre foi ‘se for bandeira amarela diminua a velocidade e se for amarela dupla esteja preparado para parar’ e Nico estava na mesma velocidade que eu na tangência da curva. Se houvesse um carro na pista ou um fiscal seria muito difícil para ele parar o carro”, argumentou o tricampeão.

“O fato de ele não ter sido punido significa que precisamos ter cuidado porque a mensagem que estamos passando, não apenas para os pilotos aqui, como também para as categorias de base, é que é possível perder um ou dois décimos em uma bandeira amarela dupla, o que é o cenário mais perigoso entre as bandeiras amarelas.”

“Quando estivermos lutando pela pole na próxima corrida e houver uma bandeira dupla só temos de tirar um pouco o pé e não teremos problemas se fizermos o setor mais rápido da pista. Então é por isso que precisa ser esclarecido e tenho certeza que os comissários farão isso.”

Ao seu lado na entrevista coletiva, Rosberg pediu a palavra e se defendeu. “Diminuí 20km/h e isso é um mundo diferente em um carro de Fórmula 1. É seguro. Eu levantei 30m antes do ponto de freada e fiquei mais lento até a tangência da curva. Como pude tomar uma linha mais por dentro, pude reacelerar antes na curva e é isso que [a regra] diz que você tem de fazer e por isso os comissários disseram que foi totalmente aceitável”, explicou o alemão, que lembrou ainda que o fato de ter sido mais rápido que na volta anterior foi devido à melhora das condições de pista.

“Em uma pista que estava secando, é normal ser muito mais rápido a cada volta. O tempo anterior é irrelevante. A pista não estava consistente. Fui mais rápido porque a pista estava mais rápida e estava forçando em todas as outras curvas.”

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