Fórmula 1

Punição para Jenson Button na Hungria gera polêmica por 'lei da mordaça'

Kerstin Joensson/AP
Imagem: Kerstin Joensson/AP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Budapeste (HUN)

26/07/2016 06h00

A punição a Jenson Button logo nas primeiras voltas do GP da Hungria por ter recebido uma instrução técnica para resolver um problema de seu carro colocou em discussão mais uma vez as restrições da comunicação via rádio na Fórmula 1.

O piloto inglês reclamou do fato de ter sido punido por ter sido informado sobre um problema que ameaçaria sua segurança: havia um problema no pedal da McLaren e o engenheiro explicou como Button deveria evitá-lo.

A partir do GP da Hungria, após vários questionamentos à regra após a punição a Nico Rosberg, que foi instruído sobre como lidar com um problema de câmbio no GP da Inglaterra, quando um piloto recebe uma informação, tem de passar pelos boxes.

Button argumentou que a instrução que recebeu foi uma questão de segurança e cobrou uma revisão nas regras.

“O pedal de freio está no chão e isso não é classificado como uma questão de segurança. É bem interessante”, ironizou o britânico. “Para dizer a verdade, o problema se resolveu sozinho. Basicamente, o pedal ficou travado embaixo e obviamente isso não é a melhor das sensações para o piloto. Eu não tinha freio e, para mim, é uma questão de segurança.”

Button explicou que o engenheiro o informou sobre uma mudança que deveria fazer no volante “para garantir que não aconteceria novamente” e, pois isso, recebeu uma punição.

“Nos disseram que se você tem um problema, tem de ir para os boxes. Há algumas coisas que não deveríamos estar falando aos pilotos porque nós deveríamos resolver os problemas sozinhos, mas quando você tem uma unidade de potência tão complexa, o piloto não consegue resolver tudo”, argumentou o campeão de 2009.

“Poderia ter acabado num acidente, então não acho que deveria ser punido por isso. Vai demorar para o esporte melhorar novamente. É uma piada. Evitar um acidente de ocorrer deveria ser aplaudido, não punido.”

As reclamações de Button receberam o apoio do chefe da Red Bull, Christian Horner, que citou o caso ao pedir regras mais simples.

“Precisamos de uma regra de senso comum, mas provavelmente isso não existe na F-1. É como a situação do rádio do Button. Não vi o que foi dito, mas ter regras demais torna o esporte complicado para os fãs. Precisamos simplificar para que um  espectador casual entenda o que está acontecendo.”

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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