Fórmula 1

Com futuro incerto, Massa se vê em cenário parecido a último ano de Ferrari

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Hockeheim (ALE)

28/07/2016 11h01

Sem contrato para a próxima temporada e vendo as equipes grandes definindo suas duplas de pilotos para 2017, Felipe Massa continua deixando claro que não pretende continuar na Fórmula 1 caso não tenha um cockpit competitivo.

Com a confirmação de Nico Rosberg na Mercedes e Kimi Raikkonen na Ferrari nas últimas semanas, estão diminuindo as vagas disponíveis no mercado. Jenson Button deve estar de saída da McLaren, mas seria substituído pelo piloto reserva Stoffel Vandoorne e a chefia da Force India confirmou que ambos os pilotos estão sob contrato, ainda que exista incertezas a respeito dos patrocinadores de Sergio Perez. Restariam como opções para Massa a própria Williams e a Renault, que são atualmente as vagas mais concorridas do grid.

A situação do piloto é semelhante à de 2013, quando foi demitido da Ferrari e tinha sua continuidade na Fórmula 1 questionada até a assinatura com a Williams, que parecia pouco provável até poucas semanas antes do anúncio oficial, que ocorreu apenas em novembro daquele ano.

Porém, falando ao UOL Esporte, o próprio piloto lembra que três anos se passaram desde aquele momento. Hoje, Massa é um dos pilotos mais experientes do grid, com 35 anos.

“É parecido. Lógico que são três anos depois, são várias corridas a mais. Em 2013, estávamos atras de continuar em uma boa condição e é o mesmo que estou procurando.”

Quando fechou com a Williams, Massa assinou um contrato de dois anos com a possibilidade de extensão por mais uma temporada, o que acabou sendo confirmado em setembro do ano passado. Porém, há 12 meses, o brasileiro se mostrava mais confiante de que permaneceria na Fórmula 1, apesar de garantir que não sente a diferença de ir para as férias de agosto, tradicionais na categoria devido à chegada do verão europeu, com o futuro indefinido.

“Não muda muito. Tenho ideias sobre meu futuro, sei o que eu quero e, se não acontecer o que eu quero, será outra coisa. Não estou aqui para participar, mas sim trabalhar e me sentir feliz com meu trabalho, me sentir importante. Estar no grid só por estar não me interessa. Se não tiver um carro competitivo, chegou a hora de pensar em outra coisa.”

Por fim, Massa preferiu não comentar se existe qualquer negociação com a Williams. As especulações no paddock apontam que a maior possibilidade é que o piloto deixe o time após três temporadas.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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