Fórmula 1

Fora do top 10, Massa se mostra descontente com ritmo da Williams

Charles Coates/Getty Images
Imagem: Charles Coates/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Hockenheim (ALE)

29/07/2016 11h02

A exemplo do que vem acontecendo nas últimas corridas, em que a Williams marcou quatro pontos em três provas, Felipe Massa e Valtteri Bottas fizeram comparações entre configurações diferentes do carro nos treinos livres para o GP da Alemanha - e não saíram satisfeitos com o ritmo apresentado pelo carro.

“Acho que temos que estudar. Sem dúvida, temos muito o que fazer para melhorar o carro e, sem dúvida, hoje não foi um dia positivo para os dois pilotos”, apontou Massa, que fechou o dia apenas na 15ª colocação, duas posições atrás do companheiro Bottas.

Em Hockenheim, ambos os pilotos usaram o novo assoalho, utilizado apenas pelo finlandês na última etapa, e avaliaram duas asas dianteiras distintas para definir qual será usada a partir de amanhã.

“Temos que tornar o carro mais competitivo. Foi difícil entender onde estamos olhando os tempos de volta e pela falta de consistência na simulação de corrida. Sem dúvida, não foi uma boa sexta-feira.”

Perguntado sobre o que precisa mudar para o final de semana, o brasileiro disse que não há um ponto específico. “Equilíbrio, uso do pneu. Temos de fazer tudo melhor.”

Bottas, por outro lado, acredita que as simulações de classificação, que colocaram a Williams fora do top 10, disputando com a Toro Rosso, mostram “a realidade da equipe no momento”, mas se mostrou preocupado com as simulações de corrida, que revelaram um alto consumo de pneus e pouca consistência.

Último colocado nos treinos livres, Felipe Nasr reconheceu que não se acertou com sua Sauber nesta sexta-feira.

"Foi um dia difícil para mim, não me senti confortável no carro. A dirigibilidade do carro está muito ruim no momento, não conseguimos fazer os pneus funcionarem, nem o acerto do carro. Vamos avaliar as diferentes áreas do carro para entender onde estão os problemas, que precisamos resolver para o restante do final de semana".

Os pilotos ainda terão mais uma sessão de 1h de treinos livres no sábado, a partir das 6h pelo horário de Brasília, para acertar o carro para a definição do grid, que começa às 9h, mesmo horário da largada, no domingo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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