Fórmula 1

Até cronômetro falha em dia 'difícil de digerir' para Rosberg na Alemanha

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Hockenheim (ALE)

31/07/2016 11h52

Em uma corrida na qual largava na prova e em que tinha a chance de retomar a ponta do campeonato, Nico Rosberg viu tudo dar errado no GP da Alemanha. O alemão sofreu até com uma falha rara: o cronômetro da Mercedes parou de funcionar no momento em que o piloto cumpria a punição de 5s por ter jogado Max Verstappen da pista, fazendo-o perder três segundos a mais.

A explicação foi dada pelo chefe da equipe, Toto Wolff. “Acreditem ou não, um cronômetro pode falhar em uma equipe de F-1.”

A punição foi dada após a manobra de Rosberg em cima do holandês, em sua tentativa de recuperação após cair de primeiro para quarto na largada.

“Acho que ele estava muito longe então freou bem tarde e, em determinado momento, achei que ele ia bater em mim, então abri a curva e ele não virou, então tive de ir reto e sair da pista, caso contrário teríamos batido”, explicou Verstappen. “Lewis sabe como é”, completou o holandês, referindo-se a uma manobra semelhante do alemão com seu companheiro no GP da Áustria.

Rosberg, por sua vez, se disse surpreso por ter sido punido pela manobra, a exemplo do que aconteceu na prova de Spielberg.

“Fiquei muito surpreso por ter sido punido, não esperava de jeito nenhum. É uma daquelas coisas que acontecem quando seu dia dá errado completamente. O problema não são os 19 pontos [de desvantagem no campeonato], mas duro é perder a corrida da maneira como eu perdi. Vai demorar para eu digerir.”

Com o quarto lugar em Hockenheim e a vitória de Lewis Hamilton, a quarta nas últimas quatro etapas, o que era uma vantagem de 24 pontos no início de julho se tornou uma desvantagem de 19 para Rosberg em relação ao inglês.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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