Fórmula 1

Alonso aposta em Ferrari forte em 2017. E explica por que saiu do time

Roslan Rahman/AFP
Alonso foi vice em 2010, 2012 e 2013 pela Ferrari Imagem: Roslan Rahman/AFP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

09/08/2016 06h00

Fernando Alonso conquistou três vice-campeonatos em cinco anos correndo pela Ferrari, de 2010 a 2014. Mas a falta de um título mundial e o rompimento de um contrato ainda em vigor há pouco menos de dois anos deixaram um sabor amargo na história de um casamento que teve seus altos e baixos ao longo dos anos.

Quando saiu da Ferrari, Alonso deixou claro que não acreditava que o time poderia conquistar um título a curto prazo e, pelo menos até agora, acertou: apesar de ter sido segundo colocado ano passado, o time esteve longe das Mercedes. Nesta temporada, ainda que o espanhol veja um rendimento melhor do que em 2015, a Scuderia também perdeu terreno para a Red Bull e é terceira no campeonato.

“Nunca é fácil falar de fora”, disse Alonso ao UOL Esporte. “Quando eu estava lá, foi uma época ótima. Estávamos lutando por campeonatos. A equipe era muito forte e feliz. E senti que era a hora certa de ir embora porque em 2015 e 2016 poderia ser doroloso entrar no sexto, sétimo anos lá e ainda estar atrás da Mercedes. E eu queria ter uma época ótima, não dolorosa. Então foi uma decisão minha. Mas eles têm Kimi e Sebastian se dando bem juntos e tenho certeza de que estão curtindo, ainda que falte o campeonato. Mas acredito que ano que vem eles serão mais fortes.”

Alonso acredita que o fato da Ferrari ainda não estar disputando um título não é responsabilidade apenas da própria Scuderia e lembra que nenhum time conseguiu ameaçar o domínio da Mercedes depois da adoção dos motores turbo V6, no início de 2014. Por outro lado, vê a grande possibilidade do time italiano voltar aos primeiros lugares com as novas regras que serão introduzidas na próxima temporada.

“Acho que eles estão melhores neste ano do que ano passado, parecem mais competitivos. Ano passado eles estavam no pódio, mas a 150 pontos da Mercedes e isso não é bom. Mas é difícil para qualquer um competir com a Mercedes. Não é só um problema da Ferrari neste momento: a Mercedes tem uma vantagem tão grande desde que o regulamento mudou que eles continuam com crédito. Então talvez ano que vem, com as mudanças de regras, as coisas podem se misturar um pouco e tenho certeza de que a Ferrari será forte novamente.”

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Blog do Carsughi

Blog do Carsughi

A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
UOL Esporte
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Blog do Carsughi
Grande Prêmio
Esporte Ponto Final
UOL Esporte
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Topo