Fórmula 1

'Dono da casa', Verstappen surpreende e coloca Red Bull na ponta na Bélgica

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Spa-Francorchamps (BEL)

26/08/2016 10h29

‘Dono da casa’ neste final de semana, na Bélgica, Max Verstappen surpreendeu e liderou a segunda e mais importante sessão de treinos livres da sexta-feira. O holandês, que nasceu a 50km do circuito de Spa-Francorchamps e conta com amplo apoio da torcida de seu país, que comparece em peso à 12ª etapa da temporada, foi mais de dois décimos mais rápido que o companheiro de Red Bull, Daniel Ricciardo.

Em um treino no qual as Mercedes não demonstraram todo seu potencial, Nico Hulkenberg foi o terceiro colocado com a Force India, seguido por Sebastian Vettel, da Ferrari, e por seu companheiro Sergio Perez.

A Force India deve andar bem em Spa, representando uma ameça real à Williams, que ficou apenas com o 16º lugar com Valtteri Bottas e o 17ª com Felipe Massa.

Com a confirmação de duas trocas de motores ao longo do final de semana, o que o levará para o fundo do pelotão no grid de largada independentemente do resultado da classificação, o líder do campeonato Lewis Hamilton foi só o 13º. Depois de liderar a primeira sessão, Nico Rosberg foi o quinto colocado no treino da tarde.

Testando um novo pacote aerodinâmico na Sauber, Felipe Nasr não repetiu o bom desempenho do primeiro treino, quando terminou em 15º, e ficou com a última posição, em 22º. Seu companheiro Marcus Ericsson, contudo, foi o 15º na sessão da tarde, mostrando certa evolução do carro.

Quem também ficou devendo depois de brilhar no primeiro treino foi o estreante Esteban Ocon, que fechou em penúltimo. Na manhã, o francês fora mais de um segundo mais veloz que o companheiro Pascal Wehrlein.

A terceira sessão de treino livre será disputada a partir das 6h do sábado, pelo horário de Brasília. A classificação começa às 9h, mesmo horário da largada, no domingo.

Confira os tempos da segunda sessão de treinos livres

1. Max Verstappen HOL Red Bull-TAG 1m 48.085s
2. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG 1m 48.341s
3. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 1m 48.657s
4. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 49.023s
5. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 49.100s
6. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 1m 49.161s
7. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 1m 49.244s
8. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari 1m 49.419s
9. Jenson Button ING McLaren-Honda 1m 49.419s
10. Esteban Gutierrez MEX Haas-Ferrari 1m 49.648s
11. Pascal Wehrlein ALE Manor-Mercedes 1m 49.716s
12. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 49.772s
13. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes 1m 49.782s
14. Daniil Kvyat RUS Toro Rosso-Ferrari 1m 49.916s
15. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 50.083s
16. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 50.151s
17. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 50.157s
18. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari 1m 50.194s
19. Kevin Magnussen DIN Renault-Renault 1m 50.375s
20. Jolyon Palmer ING Renault-Renault 1m 50.562s
21. Esteban Ocon FRA Manor-Mercedes 1m 50.659s
22. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 1m 50.719s 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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