Fórmula 1

Corrida recheada de toques não poupa brasileiros no GP da Bélgica

REUTERS/Matthew Childs Livepic
Imagem: REUTERS/Matthew Childs Livepic

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Spa-Francorchamps (BEL)

28/08/2016 13h25

Em uma corrida marcada por toques, os dois brasileiros não escaparam ilesos: Felipe Massa teve dois ‘encontros’ durante a prova, no que acabou explicando a queda de rendimento das últimas voltas, quando foi ultrapassado por Valtteri Bottas, Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel, chegando apenas em décimo. E Felipe Nasr teve um furo de pneu logo na primeira volta, o que comprometeu sua estratégia e fez com que não passasse da 17ª e última colocação no GP da Bélgica.

“Enquanto o pneu rendia, a gente estava na briga e fazendo uma boa corrida”, apontou Massa. “O problema foi manter o pneu. Eu estava tentando economizar pneu, mas chegou um momento em que ele perdeu rendimento e os outros carros começaram a passar. Lógico que ter parado logo de cara me ajudou a ganhar posições, mas depois para manter por tantas voltas não foi fácil.”

Outro problema foi o dano causado por dois toques ao longo da prova. “O assoalho está todo quebrado. Tive um toque com o Perez e com o Vettel, que saiu da pista e, quando voltou, veio para cima do meu carro. Por isso foi mais difícil manter o carro equilibrado. Sem dúvida, também não ajudou.”

Nasr também correu com o carro danificado em Spa. “A largada foi excelente. Consegui me posicionar bem na primeira curva e ganhei, só ali, umas cinco posições. Mas logo no meio da volta senti que tinha alguma coisa errada e vi que meu pneu traseiro esquerdo estava furado. Tive que parar logo na primeira volta e isso comprometeu a corrida. Tinha muito pedaço de carro e estava muito fácil furar. O carro ficou danificado e foi difícil pilotar.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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