Fórmula 1

Ferraristas criticam Verstappen: 'Talvez precise bater forte para aprender'

 Charles Coates/Getty Images
Imagem: Charles Coates/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, de Spa-Francorchamps (BEL)

28/08/2016 12h31

O holandês Max Verstappen foi alvo de críticas da dupla de pilotos da Ferrari depois de um toque na largada e de demonstrar bastante agressividade em disputas tanto com Kimi Raikkonen, quanto com Sebastian Vettel, ao longo do GP da Bélgica.

O mais irritado era Raikkonen, que chegou a dizer que o piloto de 18 anos precisará sofrer um acidente para aprender os limites de defesa de posição. O finlandês passou várias voltas lutando com Verstappen e, em determinado momento, foi obrigado a frear no meio da reta mais veloz do circuito para não colidir com a Red Bull.

“Não tenho problemas em disputar de maneira dura, mas quando tenho de frear para não bater bem antes de uma curva, algo não está certo. Se não freio, teríamos um grande acidente. E uma hora alguém não vai conseguir evitar.”

Raikkonen se mostrou particularmente irritado pelo fato da manobra não ter sido sequer investigada pelos comissários.

“Foi interessante que os comissários não acharam nada demais. Falar com ele não vai adiantar. Talvez ele precise de um grande acidente para aprender, mas tomara que não aconteça, tomara que ninguém se machuque.”

Raikkonen explicou que a manobra foi perigosa devido à diferença de cerca de 15km/h entre os carros, uma vez que ele estava com a asa traseira móvel ativada. “Ele esperou eu escolher um lado para virar, mas eu tinha DRS e a diferença de velocidade era muito grande, então se não freio nós teríamos batido.”

Raikkonen já tinha se encontrado com Verstappen na primeira curva, quando o holandês largou mal e perdeu terreno para as duas Ferrari, e tentou se recuperar colocando-se lado a lado com Kimi por dentro. Como Vettel vinha por fora, o finlandês acabou ficando espremido e tocou-se com ambos, o que acabou com suas chances de pódio.

“A primeira curva foi decisiva. Infelizmente, ficou muito apertado e não tinha para onde ir.”

Vettel, por sua vez, foi menos duro com Verstappen, mas não deixou de criticar o holandês. “Falei com Kimi e tentei falar com Max [sobre a primeira volta], mas depois da corrida não é a melhor hora para falar, até porque nós dois tivemos um dia ruim”, afirmou o alemão.

“É bastante ousado tentar recuperar duas posições na primeira curva. Olhando em retrospecto, se tivesse aberto mais a curva, só eles dois teriam batido. Não cabe três carros naquela curva e quem está do lado de dentro acaba causando a batida.”

Vettel disse se dar bem com Verstappen e gostar de seu estilo agressivo, mas reconheceu que o piloto da Red Bull às vezes se excede. “Ele é agressivo e isso é bom. Mas em alguns momentos ele se movimenta na freada, o que é desnecessário e acho que tem que dar um clique na cabeça dele. Ele perde tempo quando faz isso e eu também perdi”, afirmou.

“Não sou um fã de punir, não é o jeito de educar. Sei que há outros pilotos que não estão contentes com as manobras dele. Mas temos de conversar, e não ficar falando pela imprensa. Somos homens e o melhor é falar um com o outro.”

Verstappen, por sua vez, não deu atenção às críticas. “É uma grande mentira [que fui agressivo demais], só estava defendendo minha posição. Se tem quem não gostou disso, problema dele”, declarou.

O acidente na primeira volta, que danificou os três carros, foi decisivo para o resultado ruim dos pilotos: Vettel foi o sexto, Raikkonen foi o nono e Verstappen, o 11º.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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