Fórmula 1

Hamilton dá o troco em Rosberg e termina sexta-feira na frente em Monza

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Monza (ITA)

02/09/2016 10h28

Depois de ficar atrás do companheiro e grande rival pelo título, Nico Rosberg, na primeira sessão de treinos livres para o GP da Itália, Lewis Hamilton deu a volta por cima e superou o alemão na prática mais importante do dia, disputada no período da tarde no circuito de Monza.

Na sessão disputada em condições mais semelhantes às que serão encontradas tanto na classificação, quanto na corrida, Hamilton foi pouco menos de dois décimos mais rápido que Rosberg.

Outra mudança em relação ao treino do período da manhã foi a maior proximidade da Ferrari, que ficou a menos de meio segundo do líder, com Sebastian Vettel à frente. Na primeira sessão, a diferença fora superior a um segundo.

Com Verstappen à frente de Ricciardo, a Red Bull também demonstrou evolução ainda que, depois de frequentar o pódio nas últimas provas, o time acreditar que as características do circuito de Monza, marcado pela alta velocidade, não se adaptem bem ao carro do time. Seus pilotos andaram no fim do top 10 pela manhã, mas terminaram o dia em quinto e sexto.

Quem surpreendeu pela tarde foi Fernando Alonso, que chegou a afirmar na quinta-feira que classificar-se no top 10 em Monza seria “impossível”, mas terminou os treinos livres na sérima colocação, com o companheiro Jenson Button em décimo.

O inglês ficou uma posição à frente de Felipe Massa, que viu o companheiro Valtteri Bottas ocupar a oitava colocação no treino. O brasileiro, que já havia perdido tempo na primeira sessão com problemas no carro, voltou a perder tempo de pista na segunda sessão devido à falha dos sensores do freio, o que fez com que a Williams promovesse uma troca por precaução no meio da sessão. Felipe Nasr, por sua vez, foi o 21º, também passando o dia todo atrás do outro piloto da Sauber, Marcus Ericsson.

Os carros ainda têm uma sessão de uma hora no sábado, a partir das 6h pelo horário de Brasília, para se preparar para a classificação, que começa às 9h. A largada será no mesmo horário, no domingo.

Na luta pelo campeonato, Lewis Hamilton tem nove pontos de vantagem para Nico Rosberg, que vem de uma vitória na última corrida, na Bélgica, em que o inglês largou em último após uma punição pela troca do motor para chegar em terceiro.

Confira os tempos da segunda sessão de treinos livres do GP da Itália

1. Lewis Hamilton INGMercedes-Mercedes 1m 22.801s
2. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 1m 22.994s
3. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 23.254s
4. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 1m 23.427s
5. Max Verstappen HOL Red Bull-TAG 1m 23.732s
6. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG 1m 24.003s
7. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 24.259s
8. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 24.299s
9. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari 1m 24.516s
10. Jenson Button ING McLaren-Honda 1m 24.549s
11. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 24.556s
12. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 1m 24.587s
13. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 24.653s
14. Esteban Gutierrez MEX Haas-Ferrari 1m 24.674s
15. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 24.981s
16. Pascal Wehrlein ALE Manor-Mercedes 1m 25.083s
17. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari 1m 25.240s
18. Esteban Ocon FRA Manor-Mercedes 1m 25.275s
19. Kevin Magnussen DIN Renault-Renault 1m 25.555s
20. Daniil Kvyat RUS Toro Rosso-Ferrari 1m 25.614s
21. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 1m 25.643s
22. Jolyon Palmer ING Renault-Renault 1m 25.833s

 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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