Fórmula 1

Rivais antigos, Nasr e inglês trocam farpas após batida no GP da Itália

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Monza (ITA)

05/09/2016 06h00

O GP da Itália contou com uma reedição de uma briga que vem desde os tempos de categoria de base entre Felipe Nasr e Jolyon Palmer. E, como era de costume nos dias em que os pilotos lutavam pelo título da GP2, sobraram farpas entre os dois.

Nasr e Palmer se encontraram logo nas primeiras voltas do GP. O brasileiro defendia sua posição por dentro na saída da primeira variante quando os dois se tocaram e, pouco tempo depois, abandonaram. Os comissários consideraram o piloto da Sauber culpado e lhe deram uma punição, cumprida pelo piloto antes do abandono definitivo, mas o brasileiro não acredita que tenha sido culpado pelo toque.

“No meu ver, é muito claro: toda vez que temos as reuniões entre os pilotos, destacamos que, quando um carro está tentando uma ultrapassagem, é ele que tem de ver o tamanho do risco ou tirar o pé para não causar um acidente. Fiquei surpreso, mas é coisa de corrida. Agora é andar em Cingapura e tentar um final de semana sem problemas desta vez”, afirmou ao UOL Esporte.

Seu antigo desafeto, por outro lado, não poupou críticas. “Ele não disputou de maneira justa e acabou com a corrida dos dois”, disse o inglês à Sky Sports. “Acho que deveria ser punido na próxima corrida, porque ele acabou com meu GP. Temos de disputar de maneira justa e se você apertar alguém quando está lado a lado a única escolha que tenho é ir para a brita ou bater. Tem piloto disputando melhor na GP2 e GP3.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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