Fórmula 1

Dois meses após venda, Nasr já vê Sauber diferente com novos contratados

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

10/09/2016 06h00

Dois meses após o anúncio da venda para um grupo de investimentos suíço, a Sauber começa a ver os primeiros sinais de melhora, tanto com a chegada de atualizações que melhoraram a sensação dos pilotos com o carro, quanto com a contratação de profissionais em áreas nas quais o time estava carente.

Para Felipe Nasr, ainda que os novos profissionais tenham pouco tempo de casa, já dá para perceber a diferença.

“Já é bem positivo ver esse pessoal que está chegando na equipe. Eram áreas importantes para o desenvolvimento do carro. De cara, eles já puderam ver quais os pontos positivos e negativos do nosso carro, dos nossos procedimentos, o que já dá um impacto direto”, afirmou o piloto, ouvido pelo UOL Esporte.

“Para o ano que vem, a equipe está buscando mais pessoas para se fortalecer, especialmente do lado técnico, que está um pouco limitado. São várias pessoas-chave que vão entrar no time daqui até o fim do ano.”

O principal nome que já começou a trabalhar na equipe é Xevi Pujolar, que trabalhou como engenheiro de pista de vários pilotos, mais recentemente, com Max Verstappen na Toro Rosso. Na Sauber, o espanhol tem a função de chefe de engenharia, supervisionando os dois carros. “Gostei do trabalho dele. Ele está vendo como trabalhamos, mas já gostei da maneira como ele se impõe, das informações que ele traz. Ele é bem detalhista, então já vi coisas muito boas.”

As novidades no carro, introduzidas na penúltima etapa, na Bélgica, tornaram a frente mais estável, de acordo com o piloto brasileiro, mas ainda precisam ser melhor trabalhadas pelo time para surtirem mais efeito. Tendo isso em vista, Nasr salienta que a próxima etapa, no sinuoso circuito de Cingapura, será fundamental para a avaliação do que o time pode fazer até o final do ano. “Como será o primeiro circuito em que vamos usar toda a aerodinâmica do novo pacote, poderemos avaliar o quanto ainda vale a pena apostar nesse modelo ou se é melhor já focar no ano que vem”, explicou.

O GP de Cingapura será realizado dia 18 de setembro e será a 15ª de 21 etapas do campeonato.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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