Fórmula 1

Game de Fórmula 1 não faz sucesso entre campeões: 'muito velhos para jogar'

Reprodução
Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

11/09/2016 06h00

Há quem pense que os pilotos da Fórmula 1 são viciados nos games que simulam as corridas da categoria, mas não é bem assim. Quando os pilotos foram perguntados se já tinham experimentado o novo jogo oficial da categoria, o F1 2016, lançado em agosto, e se costumavam usá-lo como treino, Max Verstappen logo apontou para Lewis Hamilton, que se espantou. “Por que você acharia que eu jogo?”, questionou o tricampeão. “Não sei, talvez você queira se manter atualizado”, respondeu o holandês.

Hamilton, então, explicou que, aos 31 anos, sente-se muito velho para jogar videogame. “Não, não jogo nenhum deles, meu irmão que joga. Eu não jogo nada há muito tempo. Estou ficando velho, são coisas que acontecem quando você chega na minha idade.”

Ao seu lado na coletiva de imprensa, Fernando Alonso foi na mesma linha e se limitou a dizer. “Eu tenho 35 anos!”

Como Verstappen, apesar de seus 18 anos, sempre afirmou não gostar dos simuladores de videogame, coube a outro jovem piloto, Esteban Ocon, estreante de 19 anos, dar seu veredicto.

“Eu jogo nas férias para manter um pouco o ritmo, ainda que não seja exatamente a mesma coisa. É que eu gosto de sentir que há algum tipo de competição”, explicou o francês da Manor, bastante cotado para uma vaga na Renault na próxima temporada. “Fico jogando online com outros.

Alguns são mais realistas do que outros. O F1 2016 não é ruim. As pistas e gráficos melhoraram muito. Está cada vez mais próximo da realidade.” 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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