Fórmula 1

Em treino 'invadido' por lagarto, Hamilton volta a errar e Rosberg lidera

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Imagem: Reprodução

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Cingapura

17/09/2016 08h00

A história do treino livre de sexta-feira se repetiu na última sessão disputada antes da classificação em Cingapura: Nico Rosberg foi mais rápido que Lewis Hamilton, que voltou a errar em sua volta rápida. O inglês vinha como o mais veloz do circuito quando perdeu o carro na freada da curva 7, mas conseguiu evitar o muro.

Mas o treino ficou marcado por um momento inusitado: um lagarto cruzou a pista no momento em que o holandês Max Verstappen passava. O piloto da Red Bull se divertiu. “Tem um lagarto gigante na pista, não estou brincando”, disse ao engenheiro via rádio, rindo. Após o susto, Verstappen foi quem mais se aproximou de Rosberg, ficando a apenas 59 milésimos do alemão. Red Bull e Ferrari parecem estar mais próximas da Mercedes neste final de semana. Daniel Ricciardo foi o quarto, enquanto o time italiano ficou com a terceira e quinta colocações, ainda que as voltas rápidas de Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel tenham tido erros.

Felipe Massa, que se mostrou infeliz na sexta-feira com o ritmo em uma volta lançada da Williams, foi apenas o 14º, enquanto Felipe Nasr foi o 17º.

Mais do que a busca por tempos rápidos, a sessão teve a continuidade do trabalho de compreensão dos pneus. Os compostos macio, supermacio e ultramacio são os disponíveis para o final de semana e as equipes ainda não têm certeza de qual será o preferido para a corrida.

"Existe uma diferença grande entre um pneu e o outro”, disse Massa ao UOL Esporte. “Aqui temos desde o macio até o ultramacio, que rendeu bem. Então teremos de estudar porque aqui é uma pista em que muita coisa pode acontecer."

Em termos de durabilidade, porém, Nasr acredita que os dois compostos mais macios do final de semana tiveram comportamento parecido. "Senti uma semelhança de comportamento e de duração entre eles. A pista está evoluindo muito e acho que esses números vão mudar muito."

A classificação para a 15ª etapa do campeonato começa às 10h pelo horário de Brasília. O GP, no domingo, tem largada às 9h.

Confira os tempos da terceira sessão de treinos livres do GP de Cingapura

1. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 1m 44.352s
2. Max Verstappen HOL Red Bull-TAG Heuer 1m 44.411s
3. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 1m 44.860s
4. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG Heuer 1m 44.903s
5. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 45.104s
6. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 1m 45.316s
7. Daniil Kvyat RUS Toro Rosso-Ferrari 1m 45.503s
8. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes 1m 45.806s
9. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari 1m 45.879s
10. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 45.947s

11. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 46.112s
12. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 46.164s
13. Esteban Gutierrez MEX Haas-Ferrari 1m 46.316s
14. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 46.529s
15. Kevin Magnussen DIN Renault-Renault 1m 47.116s
16. Jenson Button ING McLaren-Honda 1m 47.277s
17. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 1m 47.293s
18. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari 1m 47.411s
19. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 47.956s
20. Jolyon Palmer ING Renault-Renault 1m 48.689s
21. Pascal Wehrlein ALE MRT-Mercedes 1m 49.201s
22. Esteban Ocon FRA MRT-Mercedes 1m 49.565s

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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