Fórmula 1

Técnica de pilotagem de Verstappen já virou inspiração, revela companheiro

AFP PHOTO / ANDREJ ISAKOVIC
Imagem: AFP PHOTO / ANDREJ ISAKOVIC

Do UOL, em Sepang (Malásia)

26/09/2016 12h18

Max Verstappen pode ter apenas 34 GPs no currículo, mas já está fazendo escola na Fórmula 1. Que o diga o companheiro Daniel Ricciardo, que revelou estar aprendendo com o estilo de pilotagem do piloto que completa 19 anos nesta semana.

Ricciardo comparou a experiência de dividir a equipe com Sebastian Vettel e com o holandês. “A experiência de Seb, a maneira como ele interagia com a equipe, é muito interessante de ver, aquilo era legal. E Max está chegando com muita juventude, muito fogo e energia”, avaliou o australiano.

“Max também tem várias técnicas de pilotagem novas que, digamos, os mais jovens estão fazendo. Então é interessante aprender com eles. Gosto de ter o maior número possível de companheiros de equipe, porque com quanto mais pilotos você consegue aprender, mais você melhora.”

Olhando o lado positivo de sempre ter companheiros de equipe competitivos, Ricciardo diz não se importar com a curiosidade que Verstappen desperta, principalmente após vencer sua primeira corrida pela Red Bull, na Espanha, em maio.

“As pessoas me perguntam muito sobre ele. Para ele é obviamente muita atenção e pressão. Para mim, continuo fazendo o que vinha fazendo. Sei que ele é muito talentoso. Se eu conseguir batê-lo, será um pouco como eu e o Seb [quando superou o alemão, já tetracampeão, no único ano em que correram juntos na Red Bull]. Eles são pilotos muito respeitados. Se eu conseguir fazer meu trabalho contra eles, isso só me ajuda.”

De fato, assim como ocorreu com Vettel, Ricciardo vem batendo Verstappen nesta sua primeira temporada ao lado do holandês, tanto em corridas, quanto em classificação. A margem, contudo, é pequena na maioria das provas.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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