Fórmula 1

FIA anuncia calendário da F1 2017 com GP do Brasil em dúvida

Ricardo Mazalan/AP
Imagem: Ricardo Mazalan/AP

Do UOL, em São Paulo

28/09/2016 13h44

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou nesta quarta-feira (28) o calendário oficial da temporada de 2017 da Fórmula 1 com o GP do Brasil sob dúvida. No comunicado oficial distribuído pela entidade, a prova de Interlagos está marcada para o dia 12 de novembro do próximo ano, mas um asterisco indica que ela está "sujeita a confirmação".

A organização do GP do Brasil, por meio de nota oficial, se disse "surpreendida" com o calendário e disse que a prova acontecerá normalmente.

A possibilidade de Interlagos deixar o calendário não é novidade. O contrato para a realização do GP do Brasil foi renovado há dois anos e é válido até a temporada 2020, mas o chefe da categoria, Bernie Ecclestone, tem pressionado a organização da prova ao longo do ano.

Em junho, a revista especializada alemã 'Auto Motor und Sport'  publicou uma declaração de Ecclestone ameaçando romper o vínculo e tirar a etapa de 2017. Segundo a publicação, o motivo seria a dificuldade financeira dos organizadores da prova. O chefão da F-1 havia dado declarações similares à emissora britânica Sky Sports em março.

Na ocasião, a organização do GP do Brasil emitiu nota negando a publicação alemã, afirmando que "está seguindo à risca o projeto de reforma do autódromo de Interlagos" e que fechou com novos patrocinadores.

A pressão de Ecclestone no começo da temporada recaía inclusive para a etapa deste ano, mas prova de 2016 está confirmada para 13 de novembro, em Interlagos. Até o piloto Felipe Massa disse que era bem possível que a Fórmula 1 deixasse o Brasil um dia, o que gerou uma resposta forte da organização.

Além do GP do Brasil, mais duas provas aparecem como sujeitas à confirmação em 2017: o GP do Canadá, em Montreal, e o GP da Alemanha, em Hockenheim. Se todas as etapas forem realizadas, a temporada contará com as mesmas 21 provas de 2016, que foi a maior da história da categoria.

Veja o calendário completo de 2017: 

26 de março - GP da Austrália - Melbourne
9 de abril - GP da China - Xangai
16 de abril - GP do Bahrein - Sakhir
30 de abril - GP da Rússia - Sochi
14 de maio - GP da Espanha - Barcelona
28 de maio - GP de Mônaco - Monte Carlo
11 de junho - GP do Canadá -  Montreal*
18 de junho - GP da Europa - Baku
2 de julho - GP da Áustria - Red Bull Ring
9 de julho - GP da Grã-Brteanha - Silverstone
23 de julho - GP da Hungria - Hungaroring
30 de julho - GP da Alemanha -  Hockenheim*
27 de agosto - GP da Bélgica - Spa-Francorchamps
3 de setembro - GP da Itália - Monza
17 de setembro - GP da Malásia - Sepang
1 de outubro - GP de Cingapura - Marina Bay
9 de outubro - GP do Japão - Suzuka
22 de outubro -  GP dos Estados Unidos - COTA
5 de novembro - GP do México - Mexico City
12 de novembro - GP do Brasil -  Interlagos*
26 de novembro  - GP de Abu Dhabi - Yas Marina

* Sujeitos a confirmação.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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