Fórmula 1

Com mercado travado, Nasr diz que decisão sobre futuro 'não tem prazo'

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Sepang (Malásia)

30/09/2016 12h00

Com o mercado de pilotos parado desde o agitado final de semana do GP da Itália, no começo do mês de setembro, resta a Felipe Nasr esperar os próximos movimentos. O brasileiro se mostra menos confiante do que há algumas semanas, quando vivia a expectativa de anunciar seu futuro ainda neste mês, mas a indecisão das equipes do meio para o fundo do pelotão também tem influenciado sua situação.

Como a paralisação é total desde o anúncio da aposentadoria de Felipe Massa e do ano sabático de Jenson Button, Nasr não crê que a demora seja necessariamente negativa para suas possibilidades para a próxima temporada.

“Espero saber logo. Não tem prazo. Não diria que, quanto mais demorar, pior. São muitos os pilotos que estão esperando”, salientou o piloto, ouvido pelo UOL Esporte na Malásia, onde disputa a 16ª etapa da temporada neste final de semana.

“Acho que é natural do mercado. Ano passado demorou e, quando eu entrei, foi bem tardia a decisão.”

A Sauber já avisou que quer pilotos que tenham patrocinadores fortes, como é o caso de Nasr. Porém, são vários os nomes no mercado que trazem apoio financeiro e, com a venda do time para investidores suíços em meados deste ano, a equipe passou a ser uma opção atraente.

O mesmo acontece na Renault, que fará seu primeiro carro desde a retomada da equipe, no final do ano passado - e contará com um orçamento maior. Nasr é um dos pilotos que estão buscando uma vaga no time, mas a concorrência é grande  e incluiria até Carlos Sainz Jr., confirmado na Toro Rosso, mas que poderia entrar na negociação de um desconto para os motores do time ano que vem.

Outra possibilidade é a Haas, que vem demonstrando insatisfação com o trabalho de Esteban Gutierrez e com quem o empresário de Nasr entrou em contato. O brasileiro, contudo, prefere não dar pistas sobre as possibilidades fora da Sauber. “Outras equipes? Só vou falar que não sei”, despistou.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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