Fórmula 1

Renault pega fogo nos boxes e Rosberg lidera treino livre no GP da Malásia

Twitter/Reprodução
Imagem: Twitter/Reprodução

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Sepang (Malásia)

30/09/2016 00h31

Com o forte calor de 31º graus na Malásia, palco da 16º etapa do campeonato, era esperada uma primeira sessão de treinos livres quente. Mas, na Renault, as coisas saíram do controle: o carro de Kevin Magnussen pegou fogo na saída do box da equipe, acabando com o treino do dinamarquês. Os mecânicos demoraram para apagar o incêndio, interrompendo a sessão por 15 minutos.

Quando os carros foram à pista, a Mercedes voltou a demonstrar seu domínio, e novamente com Nico Rosberg à frente de Lewis Hamilton. O alemão, que vem de uma sequência de três vitórias seguidas, foi meio segundo mais rápido que o companheiro e liderou a primeira sessão, que teve as Ferrari como segunda força. Kimi Raikkonen ficou com o terceiro posto e Sebastian Vettel, com o quarto. Hamilton, contudo, focou mais na preparação para a corrida e fez sua volta mais rápida com os pneus médios.

Quem surpreendeu foi Fernando Alonso, quinto colocado com a McLaren. O espanhol usará uma nova versão do motor Honda a partir deste final de semana e já tem confirmada a punição de 30 posições no grid. Mesmo assim, o piloto declarou ontem que a expectativa do era chegar nos pontos mesmo largando do fundo do pelotão.

As Red Bull apareceram em sexto, com Daniel Ricciardo, e sétimo com o aniversariante do dia, Max Verstappen, que completa 19 anos nesta sexta-feira. 

Entre os brasileiros, Felipe Nasr conseguiu uma boa 16ª colocação com a Sauber, enquanto Felipe Massa foi apenas o 18º. Seu companheiro Valtteri Bottas também não conseguiu entrar no top 10, ficando em 12º.

As atividades para o GP da Malásia continuam com a segunda sessão de treinos livres, a partir das 3h da sexta-feira pelo horário brasileiro. A classificação será às 6h do sábado e a corrida terá largada a partir das 4h do domingo.

Confira os resultados do primeiro treino livre do GP da Malásia
1. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 1m 35.227s
2. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes 1m 35.721s
3. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 1m 36.315s
4. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 36.331s
5. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 36.510s
6. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG 1m 36.753s
7. Max Verstappen HOL Red Bull-TAG 1m 36.973s
8. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 1m 37.513s
9. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 37.601s
10. Jenson Button ING McLaren-Honda 1m 37.613s
11. Daniil Kvyat RUS Toro Rosso-Ferrari 1m 37.847s
12. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 37.861s
13. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari 1m 37.886s
14. Esteban Gutierrez MEX Haas-Ferrari 1m 37.921s
15. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari 1m 38.055s
16. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 1m 38.184s
17. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 38.313s
18. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 38.339s
19. Jolyon Palmer ING Renault-Renault 1m 39.148s
20. Esteban Ocon FRA Manor-Mercedes 1m 40.036s
21. Pascal Wehrlein ALE Manor-Mercedes 1m 40.627s
22. Kevin Magnussen DIN Renault-Renault Sem tempo

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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