Fórmula 1

Com três pontos em oito GPs, Massa diz que vem faltando sorte na temporada

Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Suzuka (Japão)

06/10/2016 07h16

A tabela do campeonato aponta que Felipe Massa marcou apenas três pontos nas últimas oito corridas, pouco para quem deixou de entrar no top 10 em apenas uma oportunidade nas primeiras oito etapas do ano. Além da queda de rendimento da Williams, o piloto acredita que a sorte não esteve do seu lado nos últimos GPs, o que tem feito com que seus resultados pareçam piores do que suas performances em si.

Foi o caso do GP da Malásia, em que o brasileiro se classificou em 10º, mas teve um problema no acelerador na volta de apresentação e acabou largando em último. Logo depois, um pneu furado piorou ainda mais sua situação. Enquanto isso, seu companheiro Valtteri Bottas, que largara em 11º, fazia uma estratégia diferente dos rivais para ser o quinto colocado, em seu melhor resultado desde o início de junho.

“Na última corrida, estava muito bem, largando mais para frente. Estava superbem, largando à frente do meu companheiro e era eu quem poderia estar brigando por aquela quinta posição”, lembrou Massa ao UOL Esporte.

“Em várias outras ocasiões fiz boas provas, como em Cingapura, mas não chegamos nos pontos. Faz parte, vamos tentar fazer com que os problemas não aconteçam mais. Faltam cinco provas e vamos buscar pontos importantes nestas últimas provas.”

Com a atual má fase, Massa tem perdido posições na classificação do mundial de pilotos e agora é o 11º, atrás das duplas de Mercedes, Red Bull, Ferrari, Force India e até mesmo de Fernando Alonso, da McLaren. Bottas também vem tendo um ano melhor que o brasileiro e ocupa o sétimo lugar, com quase o dobro do número de pontos (80 a 41).

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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