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Fórmula 1

Mercedes está na frente, mas nem tanto: o que esperar do GP do Japão

Clive Rose/Getty Images
Imagem: Clive Rose/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Suzuka (Japão)

08/10/2016 13h00

A definição do grid de largada para o GP do Japão mostrou um pelotão bem mais apertado do que nas últimas provas, principalmente na luta entre os primeiros: ainda que a Mercedes tenha fechado a primeira fila, como de costume, a diferença para as Ferrari ficou em apenas três décimos.

Isso pode ser explicado pela necessidade do time de usar parâmetros menos agressivos em sua unidade de potência, antes que a quebra do motor de Lewis Hamilton no GP da Malásia esteja totalmente esclarecida.

Seja qual for o motivo, a ‘lentidão’ das Mercedes dá esperança para os rivais. Terceiro no grid, Kimi Raikkonen se disse “positivamente surpreso” com a velocidade de sua Ferrari, e garantiu que o carro será ainda mais forte na corrida.

Mesmo tendo ficado apenas com o quinto e sexto melhores tempos - e quarto e quinto lugares no grid, depois da punição a Sebastian Vettel pelo acidente na largada da Malásia - os pilotos da Red Bull também acreditam que estarão na briga. Max Verstappen, que superou Daniel Ricciardo na definição do grid, disse que o time acabou perdendo no segundo setor devido a uma deficiência nas curvas de média velocidade, “o que talvez tenha tido a ver com a temperatura”, mas espera que isso se resolva para a corrida.

Ricciardo também se mostrou confiante. “Obviamente, vemos a corrida com otimismo”, disse o vencedor da última etapa. “Não acho que a Mercedes dominará amanhã, mesmo se eles fizerem uma dobradinha, não acho que estarão muito à frente. Vamos tentar colocar pressão neles. A Ferrari foi rápida aqui também, então acho que será uma boa batalha entre nós três.”

Já do lado da Mercedes, a grande preocupação é com a largada, que não tem sido consistente durante toda a temporada. O mais preocupado é Nico Rosberg, que fez a pole position nós últimos dois anos em Suzuka, mas perdeu ambas as provas para Hamilton - e, ano passado, foi ultrapassado justamente na primeira curva.

"É uma questão de acertar tudo. A largada será muito importante: encontrar a melhor configuração não tem sido fácil neste final de semana, pois é um grid em descida e a aderência está menor do que em anos anteriores. Será um desafio. Daí em diante, temos de tentar de fazer a estratégia funcionar", destacou o alemão, que se classificou apenas 14 milésimos mais rápido que Hamilton.

O inglês, por sua vez, revelou que estava “na terra de ninguém” durante os treinos livres e que revolucionou seu acerto antes da classificação. “É difícil ir para a classificação com um carro totalmente diferente, então ainda assim ficar tão próximo da pole é um bom sinal”, disse o tricampeão, que precisa de um resultado positivo em Suzuka. Afinal, está 23 pontos atrás de Rosberg na tabela do campeonato com cinco provas para o final.

O GP do Japão tem largada às 2h da madrugada de domingo, pelo horário de Brasília.

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