Fórmula 1

Brasileiros estão perdendo para companheiros. E apontam motivos diferentes

Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Tóquio (Japão)

13/10/2016 06h00

Os motivos são variados, mas os números não mentem: os brasileiros têm tido um ano difícil em relação a seus companheiros de equipe na definição do grid de largada, colocando-os em dificuldades para as corridas. Tanto Felipe Massa, quanto Felipe Nasr estão perdendo os duelos internos em classificação e apontam diferentes razões para tal.

Massa reconhece que Valtteri Bottas tem feito um trabalho melhor. É o terceiro ano em que os dois correm juntos na William - e pela terceira vez o finlandês tem sido mais rápido: em 2014, o placar foi de 13 a 6; no ano seguinte, 11 a 8, e atualmente está em 14 a 3.

“Esse ano ele fez um trabalho melhor com pneu novo. É difícil explicar o porquê. Estivemos sempre próximos, mas ele fez um trabalho melhor em classificação que nos últimos dois anos. Vamos tentar fazer com que isso mude um pouco nessas últimas provas”, disse Massa.

A percepção é a mesma do finlandês. “Sinto que estou melhorando a cada ano, tanto em classificação, quanto em corrida. Essa é sempre minha meta: melhorar a cada final de semana. E é o que tem acontecido.”

Curiosamente, apesar das declarações de ambos apontarem para uma supremacia que cresceu em 2016, a diferença média entre os dois em classificação é menor neste ano do que nos anteriores, em que o finlandês superou o brasileiro em mais de quatro décimos. Em 2016, a distância tem ficado em 0s323.

Na Sauber, o cenário é, pelo menos numericamente, parecido para Felipe Nasr, que viu Marcus Ericsson ser mais rápido em 10 oportunidades nas 17 provas disputadas até aqui, perdendo, em média, por 0s326. O cenário é bastante diferente do ano passado, quando o brasileiro ganhou o duelo interno por 10 a 9, com menos de um décimo de diferença média entre os dois pilotos.

Para o brasileiro, que sofreu com o chassi nas primeiras provas e teve seu carro trocado na quinta corrida do ano, os números não contam toda a história da temporada.

“No começo do ano eu tive problemas. Depois, no meio do ano, vim em uma sequência muito boa mas, nas três últimas classificações, tive problemas - em Cingapura meu carro ficou levantado no macaco, na Malásia as temperaturas estavam diferentes entre um pneu e outro e, no Japão, caí no trânsito na volta de aquecimento. São os fatos. Acho que o Marcus é um bom piloto de classificação e é claro que ele criou uma vantagem grande no começo do ano, pois eu não tinha um carro equilibrado. Mas depois da troca eu estive muito contente.”

O sueco, entretanto, não partilha da mesma opinião. Ericsson lembra que começou a equilibrar o duelo interno na segunda metade do ano passado e acredita que os resultados deste ano são fruto de mudanças em sua mentalidade.

“Acho que desde a segunda metade do ano passado, passei a ficar mais confortável na equipe e mais forte mentalmente e acho que isso já melhorou minha performance na parte final da última temporada. Depois disso, trabalhei muito durante a pré-temporada para focar mais em mim, e não tanto no Felipe ou nos outros. Acho que isso me ajudou”, revelou.

“Estou trabalhando de um jeito diferente, aprendi que na F-1 você tem de trabalhar focando mais em si mesmo. Nós geralmente temos um rendimento muito próximo, mas neste ano consegui ter uma pequena vantagem. Em termos de velocidade, acho que somos parecidos, mas melhorei meu lado mental e isso está ajudando.”

Os brasileiros ainda têm quatro chances de melhorar seu rendimento nos duelos internos: a próxima etapa será nos Estados Unidos, dia 23 de outubro. México, Brasil e Abu Dhabi serão as três provas finais do campeonato.

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