Fórmula 1

Piloto mais velho do grid, Raikkonen completa 37 anos em alta na Ferrari

Charles Coates/Getty Images
Imagem: Charles Coates/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

17/10/2016 11h38

A saída de Kimi Raikkonen da Ferrari e, consequentemente, sua aposentadoria da Fórmula 1, era dada como certa ano passado. A renovação do finlandês com o time italiano surpreendeu muitos - e acabou se tornando uma das poucas decisões acertadas da equipe nesta temporada. Afinal, ao contrário do que acontecera nos dois últimos anos, o aniversariante desta segunda-feira tem somado pontos importantes para a Scuderia e teve um desempenho melhor que a estrela Sebastian Vettel até aqui.

Confirmado também na próxima temporada na Ferrari, Raikkonen é o piloto mais velho do grid e, aos 37 anos, é 18 mais velho que o jovem Max Verstappen. Mas se a idade parecia estar pesando desde 2014, quando voltou à Ferrari para sofrer nas mãos de Fernando Alonso na primeira temporada, e do próprio Vettel na segunda, o campeão de 2007 parece ter reencontrado a boa forma em 2016.

Tanto, que o chefe Maurizio Arrivabene, em um ano com poucos pontos positivos para a Ferrari, superada pela Red Bull como segunda força no grid e longe de ameaçar o domínio da Mercedes, é o primeiro a destacar as performances de seu piloto.

O italiano disse recentemente que Raikkonen está demonstrando que “não é um campeão do mundo por acaso”. O chefe declarou ainda que o piloto “tem experiência suficiente para sentir as dificuldades durante a corrida e, na minha opinião, isso é ótimo.”

Os números comprovam a boa fase do finlandês, que foi dispensado pela Ferrari ao final de 2009 e voltou pilotando muito bem, pela Lotus, em 2012. Depois de duas temporadas no time de Enstone, Kimi voltou à Scuderia e não foi bem, ficando a 105 pontos de Alonso em 2014 e a 133 de Vettel ano passado. Com quatro provas para o final da temporada, Raikkonen tem 165 pontos, cinco pontos a mais que Vettel, e vem fazendo seu melhor campeonato desde 2013, quando fechou o ano com 183 pontos.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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