Fórmula 1

Depois de mais de 35 anos, Ron Dennis pode deixar comando da McLaren

Robert Cianflone/Getty Images
Imagem: Robert Cianflone/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

19/10/2016 09h16

O inglês Ron Dennis pode perder sua vaga como presidente do Grupo McLaren ao final deste ano, quando expira seu atual contrato com a empresa que comanda há mais de 35 anos. A informação é do site britânico Autosport.com.

Dennis, de 69 anos, adquiriu a McLaren em 1980 e foi um dos responsáveis pelo grande crescimento da empresa até então, tanto com o domínio da Fórmula 1 no final dos anos 1980, como também com sua inserção no mercado de carros esportivos de luxo e de tecnologias desenvolvidas a partir do conhecimento obtido nas competições.

No entanto, nos últimos anos, a situação do comando da empresa passou a se complicar. Dennis, que tem 25% do Grupo McLaren, do qual a equipe de F-1 faz parte, tentou em várias ocasiões tomar o controle total, mas o inglês não conseguiu suporte financeiro suficiente para comprar as ações necessárias.

Um porta-voz do grupo negou que Dennis esteja de saída da McLaren, mas não quis comentar sobre uma possível saída da presidência do grupo.

“Ron Dennis disse categoricamente que ele não está saindo. Na verdade, ele continua contratado como presidente e chefe-executivo do Grupo McLaren de Tecnologia e tem 25% das ações do Grupo, exatamente a mesma quantia de Mansour Ojjeh. Nas últimas décadas, os acionistas da McLaren dialogaram sobre realinhamentos, e Ron e Mansour sempre tiveram papel central nestas discussões. Esse ainda é o caso. Então as conversas recentes podem ser categorizadas como ‘mais do mesmo’. Por outro lado, não seria apropriado revelar mais detalhes destas negociações.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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